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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Beber com moderação pode reduzir risco de Alzheimer, diz pesquisa

Consumir bebidas alcoólicas em moderação reduz o risco de desenvolvimento do mal de Alzheimer e de outros distúrbios de perda cognitiva, segundo pesquisadores em Chicago.
Os cientistas revisaram 44 estudos da década de 90 e constataram que pessoas que consumiam vinho, cerveja e destilados em moderação apresentavam menor risco de desenvolver demência do que abstêmios. Poucos estudos diziam que o risco de desenvolver a doença tinha aumentado.

"O álcool é uma faca de dois gumes", disse Michael Collins, neurocientista e professor da Escola de Medicina Stritch da Universidade Loyola, que liderou a pesquisa divulgada na revista "Alcoholism: Clinical and Experimental Research". "Demais faz mal. Mas um pouco pode, na verdade, ser útil."

Ingestão moderada de bebida alcoólica geralmente é definida como uma dose ou menos por dia para mulheres e de uma a duas ou menos por dia para homens.

"Os danos patológicos e vasto caos social originários do vício e do abuso de álcool são bem conhecidos, e precisam continuar a receber atenção prioritária de médicos, pesquisadores e outros profissionais da saúde", escreveu Collins. "Mas o consumo responsável de leve a moderado de álcool parece trazer determinados benefícios à saúde."

Efeito contrário

Abuso de álcool no longo prazo pode causar perda de memória e prejudicar a função cognitiva. Não se sabe por que álcool em moderação parece ter o efeito oposto. Uma teoria é que os conhecidos benefícios cardiovasculares do consumo moderado também podem reduzir o risco de mini-derrames que causam demência.

Collins e seu colega, Edward Neafsey, sugerem uma segunda teoria. Segundo eles, pequenas quantidades de álcool podem, na prática, melhorar o condicionamento das células do cérebro. Bebida alcoólica em quantidades moderadas causa estresse nas células e, portanto, as torna aptas a lidar com maiores estresses ao longo do tempo que podem causar demência.
Para a maioria das pessoas que bebem de maneira responsável, provavelmente não há razão para abandonar o hábito. Mas, como o potencial para o abuso de álcool existe, Collins e Neafsey não recomendam que abstêmios comecem a beber.

Os pesquisadores destacam que outras coisas, além do consumo moderado de bebida alcoólica, podem reduzir o risco de demência como exercícios físicos, chá verde e uma dieta rica em frutas, verduras, cereais, feijão, nozes e sementes.

Da BBC

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

100 dicas para quem quer viver mais - Mente

Na terceira idade, há diminuição de neurotransmissores ligados aos aspectos afetivos, à atenção e à memória. O corpo libera menos melatonina (que induz o sono) e a flacidez muscular dificulta a respiração. Mortes de pessoas próximas, aposentadoria e doenças crônicas também têm efeito deletério. Somados, esses fatores compõem um quadro de risco, que pode levar à depressão.

11. Deixe o idoso responsável por funções como pagar contas. Sentir-se útil é importante para a saúde psíquica

12. Idosos têm uma resistência menor ao estresse, sendo mais afetados por pequenos aborrecimentos, como o cancelamento de um compromisso. Familiares e cuidadores devem informar as mudanças com antecedência

13. Embora o consumo de álcool costume diminuir com o envelhecimento, há um pico após os 60 anos, provavelmente associado à maior disponibilidade de tempo livre. Como o metabolismo fica mais lento, uma pequena quantidade de álcool tem efeito muito maior em idosos

14. Tente "renegociar" as perdas: se o idoso não puder mais fazer alguns passeios, como ir ao clube, utilize o tempo vago para propor outra atividade de lazer

15. A aflição e o nervosismo podem bloquear ainda mais a memória. Manter a calma ajuda as lembranças a fluírem com mais facilidade

16. Avalie em que situações a falha na memória é mais freqüente. Esquecer o nome de alguém que acabou de conhecer ou o local onde deixou os óculos é algo comum -com o envelhecimento, há uma diminuição da memória imediata. Já a perda da memória laboral pode ser indício de algum problema: não é normal que alguém que faz café ou tricota diariamente se esqueça do passo-a-passo dessas atividades

17. Associações ajudam a reter novas informações. Exemplo: ao conhecer uma mulher chamada Rosa, conectar mentalmente o rosto da pessoa à imagem da flor

18. A memória pode ser exercitada com estímulos como saber sempre em que dia da semana e do mês está, ler e fazer exercícios como tentar reconhecer as ervas utilizadas no tempero de um prato

19. A rotina é uma boa aliada para quem tem problemas com a memória. Se a chave for guardada sempre no mesmo local, haverá menos chances de perdê-la

20. Diferencie insônia de adiantamento de fase; na terceira idade, é comum que o sono chegue mais cedo, e o idoso se deite no início da noite. Quem dorme às 19h e acorda às 3h não está com insônia -o despertar ocorre porque a pessoa já dormiu durante oito horas

21. Durante a insônia, a pior saída é ficar deitado na cama se esforçando para dormir. O ideal é levantar, fazer alguma atividade e só voltar ao sentir sono

22. Aproveite os benefícios dos fitoterápicos. Camomila, valeriana e passiflora são ervas cujo efeito indutor do sono é comprovado. A melissa, conhecida como erva-cidreira de folha, também induz o sono. O chá preto deve ser evitado, por ser estimulante

23. De modo geral, praticar exercícios físicos ou tomar banho quente perto da hora de dormir atrapalha o sono, pois aquece o corpo. Mas isso está sujeito a variações individuais.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Doenças Modernas

À medida que a sociedade avança, os desafios impostos para a saúde pública também evoluem. É o que se pode confirmar com o último perfil da mortalidade do brasileiro, divulgado pelo Ministério da Saúde. Ele traz boas e más notícias.Segundo o estudo, "doenças da modernidade" são as que mais matam no país. Já ficou para a história o período em que as moléstias infecciosas e parasitárias -tais como as diarréias, tuberculose e malária- eram o retrato da mortandade nacional. A urbanização e o desenvolvimento provocaram uma expansão das mortes por enfermidades crônicas e por causas externas.Os males do aparelho circulatório -associados a má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e falta de atividade física- lideram o ranking (32,2%). Câncer é a segunda causa (16,7%), seguida de homicídios e acidentes de trânsito (14,5%). Depois, vêm as doenças do aparelho respiratório (11,1 %).Na conta das boas notícias, está uma relacionada às mulheres. Houve uma diminuição na incidência de câncer de colo de útero. Isso se deve a campanhas educativas e a exames preventivos mais disseminados. Em contrapartida, o câncer de mama avançou. A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), segundo os autores, comprova prática insuficiente de exames como mamografia.Os homens, por outro lado, são mais afetados pelas causas externas -homicídio e violência no trânsito- do que as mulheres. Embora as estatísticas demonstrem que há uma tendência de queda nos homicídios, o volume dessas mortes ainda se mantém em patamar elevado.Apesar dos avanços institucionais e econômicos verificados nas últimas décadas, 41,2% dos óbitos registrados no ano de 2005 ocorreram prematuramente, isto é, antes de a pessoa completar 60 anos de idade.À luz desses dados, o poder público está diante do desafio de viabilizar, além do atendimento preventivo, ambulatorial e hospitalar, uma infra-estrutura urbana que permita uma vida mais saudável. Além disso, o rápido envelhecimento da população logo produzirá impactos sobre o sistema de saúde.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Doença circulatória é a que mais mata

Segundo dados do Ministério da Saúde, as principais causas de morte estão ligadas a má alimentação e sedentarismo. O câncer está em segundo lugar, seguido de homicídio e violência no trânsito; em 2005, 41,2% dos mortos tinham menos de 60 anos

LETÍCIA SANDER
Doenças do aparelho circulatório associadas à má alimentação, ao consumo excessivo de álcool, ao tabagismo e ao sedentarismo estão no topo do ranking das causas de morte no Brasil. O câncer aparece em segundo lugar, seguido de homicídio e violência no trânsito, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados ontem.O retrato das principais causas de mortalidade mostra que derrames e infartos são os principais vilões da saúde para homens e mulheres. Em 2005, 10% do total dos óbitos no país ocorreram por causa de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e 9,4% devido a infartos.As altas taxas de mortes por doenças crônicas e causas violentas vêm sendo registradas desde a década de 1970. Antes, o que mais matava no Brasil eram as doenças infecciosas e parasitárias, como diarréia, tuberculose e malária. Na década de 1930, as doenças cardiovasculares respondiam por 12% das mortes nas capitais, contra 46% das doenças infecciosas.Hoje, os problemas no aparelho circulatório são responsáveis por 32,2% do total de mortes.De acordo com Otaliba Libânio, diretor do Departamento de Análises de Situação da Saúde do ministério, esse índice está ligado a hábitos pouco saudáveis, como consumo excessivo de gorduras, açúcares e sal, além de uso abusivo de bebidas alcoólicas e cigarro.Os números, incluídos no levantamento Saúde Brasil 2007, com base nas mortes ocorridas em 2005 e 2006, também mostram que a taxa de mortes prematuras (antes da terceira idade) é alta: em 2005, 41,2% dos mortos não tinham 60 anos.Segundo Libânio, o maior crescimento percentual em relação à pesquisa anterior, divulgada em 2007, foi registrado nos casos de câncer e de mortes violentas. "Observamos um aumento no peso da violência no conjunto das mortes. No Brasil ela é a terceira causa, mas em três regiões, a Centro-Oeste, a Norte e a Nordeste é a segunda causa de morte", afirmou.Embora as mulheres sejam maioria na população, os homens morrem mais, de acordo com o levantamento -o risco de morte da população masculina é 40% superior.Doenças isquêmicas do coração são a principal causa de morte dos homens, seguidas por doenças cerebrovasculares e homicídios. De 1980 a 2005, a proporção de mortes por câncer nos homens aumentou 76%, por causas violentas, 41%, e por transtornos mentais, 225% - neste caso, o alcoolismo é o principal responsável.Entre as mulheres em idade fértil ( 10 a 49 anos), o câncer foi responsável pela maior quantidade de mortes em 2005, alcançando uma taxa de 23% (era 20,7% em 2000), superando as doenças circulatórias.No ranking das causas de morte para mulheres em geral, o câncer de mama ocupa a nona posição. "Há alguns anos, o câncer de colo de útero era a principal causa de morte. Isso indica que o ministério deve insistir em políticas de rastreamento", afirmou Libânio.PrevençãoPara Rui Ramos, cardiologista e diretor de promoção de saúde vascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, um dos fatores que ajudam a explicar por que as doenças circulatórias lideram as causas de mortes no Brasil é o fato de a população estar envelhecendo e se alimentando mal. Segundo ele, idade e colesterol são fatores de risco importantes."Para diminuir o risco de eventos circulatórios, como infartos e derrames, deve-se evitar o colesterol com uma dieta saudável, tratar a pressão alta, deixar de lado o cigarro e fazer atividade física", afirma.Segundo o médico, pessoas com doenças circulatórias acabam tendo complicações porque só procuram tratamento depois que algo grave acontece.