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terça-feira, 21 de julho de 2009

Para previnir a Gripe Suína - Perguntas e Respostas

1 . Quanto tempo dura o vírus da gripe “suína” em uma superfície lisa?
R: Até 10 horas.

2. Qual é a utilidade do álcool para limpar as mãos?
R: Torna o vírus inativo e o mata.

3 . Qual é o meio mais eficaz de infecção deste vírus?
R: O ar não é a forma mais eficaz para a transmissão do vírus, o fator mais importante para a fixação do vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos), o vírus não voa e não atinge mais de um metro distância.
4. É fácil se contagiar em aviões?
R: Não, é um meio pouco propício para contágio.

5 . Como posso evitar o contágio?
R: No levar as mãos ao rosto, olhos, nariz e boca. Não ficar perto de pessoas doentes. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6 . Q: Qual é o período de incubação do vírus?
R: Em média 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase que imediatamente.

7 . Quando se deve começar a tomar medicação?
R: Dentro de 72 horas depois do diagnóstico é muito bom, a melhora é de 100%.

8 . De que forma o vírus entra no corpo?

R: Pelo contato, ao dar as mãos ou beijar na bochecha e pelo nariz, boca e olhos 9 . O vírus é letal?
R: Não, o que provoca a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é pneumonia

10 . Quais os riscos dos familiares de pessoas que morreram?
R: Podem ser portadores e formar uma cadeia de transmissão.

11. A água nas piscinas transmite o vírus?
R: Não, porque contém químicos e cloro.

12 .O que faz o vírus quando provoca a morte?
R: Uma cascata de reações, tais como insuficiência respiratória; a pneumonia grave é a que causa a morte.

13.Quando se inicia o contágio, antes ou até que os sintomas aparecem?

R: Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14 .Qual é a probabilidade de recaída com a mesma doença?
R: 0%, pois a recaída imuniza o vírus da gripe “suina”.

15 .Onde é que se encontra o vírus no ambiente?
R: Quando uma pessoa espirra ou tosse, o vírus pode permanecer nas superfícies lisas, como portas, dinheiro, papéis, documentos, desde que haja umidade. Desde que não se esterilize o ambiente é extremamente recomendável a higiene das mãos.

16 . Se eu for a um hospital particular vão me cobrar pelo remédio?
R: Não, existe um acordo de não cobrar porque o governo está entregando os remédios a todas as instituições de saúde públicas e privadas.

17 . O vírus ataca mais os asmáticos?
R: Sim, os pacientes são mais suscetíveis, mas tratando-se de um novo germe todos nós somos igualmente suscetíveis.

18 .Qual é a população estária que este vírus está atacando?
R: De 20 a 50 anos de idade.

19 . É útil cobrir a boca?
R: Há algumas máscaras de boca de mais qualidade que outras, mas se você for saudável é contraproducente, pois o vírus por seu tamanho atravessa a máscara como se ela não existisse e usando-a cria-se na área do nariz e boca um micro clima úmido propício ao desenvolvimento viral; mas se você já está infectado use-a para NÃO infectar outras pessoas; é relativamente eficiente.

20 . Posso fazer exercício ao ar livre?
R: Sim, o vírus não anda no ar e nem tem asas.

21 . Tomar Vitamina C serve para alguma coisa?
R: Não serve de nada para prevenir o contágio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22 . Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
R: A salvo ninguém está, o que ajuda é a higiene dentro de casa, escritórios, utensílios e evitr ir em locais públicos.

23 . O vírus se move?
R: Não, o vírus não tem asas nem pernas, uma pessoa contaminada o faz entrar no interior do organismo.

24 . Os animais de estimação se contagiam com o vírus?
R: Com este vírus NÃO, provavelmente se contagiam com outro tipo de vírus.

25 . Se eu vou a um velório de alguém que morreu deste vírus posso infectar-me?
R: NÃO.

26. Qual é o risco de mulheres grávidas contrair este vírus?
R: As mulheres grávidas têm o mesmo risco, mas é em dobro, elas podem tomar antivirais em caso de contágio mas com rigorosa supervisão médica.

27 . O feto pode ter lesões se uma mulher grávida estiver contagiada por este vírus?
R: Não sabemos que estragos pode fazer no processo, pois é um vírus novo.

28 . Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina)?
R: Não é recomendado, pode causar outras doenças, a menos que você já o utiliza por prescrição médica para problemas coronários, nesse caso, continue tomando-o.

29 . Ajuda alguma coisa tomar antivirais antes dos sintomas?
R: Não ajuda em nada.

30 . As pessoas com HIV, diabetes, aids, câncer, etc., podem ter maiores complicações do que uma pessoa saudável quando se contagia com o vírus?
R: Sim.

31 . Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
R: NÃO.

32 . O que mata o vírus?
R:O sol por mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, o álcool gel.

33 . O que fazem nos hospitais para evitar contágios em outros pacientes que não têm o vírus?
R: O Isolamento.

34 . O álcool gel é eficaz?
R: Sim, muito eficaz.

35 . Se eu sou vacinado contra a gripe da estação estou segura contra este vírus?
R: Não serve para nada, ainda não há vacina para este vírus.

36 . Este vírus está sob controle?
A: Não totalmente, mas as autoridades da saúde estão tomando medidas agressivas de contenção.

37 . O que significa passar do alerta 4 ao alerta 5?
R: A fase 4 faz as coisas diferentes na fase 5; isso significa que o vírus se propagou de pessoa a pessoa em mais de 2 países, e a fase 6 é que se propagou em mais de 3 países .

38 . Quem foi infectado por este vírus e se cura, fica imune?
R: Sim.

39. As crianças com tosse e gripe têm influenza?
R: É pouco provável, as crianças são pouco afetadas.

40 . Quais as medidas que as pessoas que trabalham devem tomar?
R: Lavar as mãos várias vezes ao dia.

41 .. Eu posso me contagiar ao ar livre?
R: Se há pessoas infectadas e que tossem ou espirram sim, pode acontecer, mas o ar é um meio de pouco contágio.

42 . Pode-se comer carne de porco cozida?
R: Sim, pode e não há nenhum risco de contágio.

43 . Qual é o fator determinante para saber se o vírus já está controlado?
R: Embora a epidemia esteja controlada agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode retornar e ainda não haverá vacina.

Por LABORATÓRIO NOVARTIS

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Estudo liga poluição a expectativa de vida

Diminuir a quantidade de partículas poluentes emitidas no ar aumenta a expectativa de vida, como constata um novo estudo publicado no "New England Journal of Medicine". Os pesquisadores avaliaram dados populacionais de 51 áreas metropolitanas dos EUA de 1978 a 1982 e de 1997 a 2001. Eles constataram que o decréscimo de dez microgramas por metro cúbico de partículas poluentes finas (que causam os danos mais sérios ao organismo) estava associado a um aumento médio de sete meses na expectativa de vida. E concluíram que a redução da poluição influenciou em 15% a melhora total da expectativa de vida nessas localidades - que teve aumento de cerca de três anos durante o período avaliado.

"Este é o estudo mais importante já feito sobre poluição atmosférica. É uma demonstração mais convincente, a poluição pode estar no mesmo patamar de diabetes, hipertensão arterial e outras doenças", afirma o patologista Paulo Saldiva, coordenador do Instituto Nacional de Análise Integrada de Risco Ambiental da USP (Universidade de São Paulo). No sentido contrário da pesquisa, ele diz que resultados preliminares de um estudo desenvolvido no instituto, ainda não divulgado, mostram que os poluentes emitidos pelos veículos na cidade de São Paulo diminuem em um ano a expectativa de vida dos paulistanos. "Podemos dizer que ocorrem 19 mortes por dia decorrentes da poluição. Constatamos na pesquisa que as perdas causadas por essas mortes chegam a R$ 1 bilhão por ano."

A concentração ideal, segundo Saldiva, não deve ultrapassar dez microgramas por metro cúbico, como preconiza a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Riscos à saúde
Um outro trabalho, concluído em 2008 pelo pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do serviço de pneumologia do InCor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas de São Paulo, mostrou que a elevação de dez microgramas de poluentes por metro cúbico no ar aumenta em 10% as internações por arritmias cardíacas em São Paulo. De 1998 a 2006, seu grupo avaliou 25 mil casos de arritmias. "Vimos que, se os índices de poluição aumentam, os números de internação crescem."Casos agudos ocorrem em pessoas mais suscetíveis. Crianças pequenas têm os brônquios mais finos, que podem inflamar com poluentes em excesso. Pessoas com problemas respiratórios, cardiovasculares e metabólicos são mais vulneráveis. "Quem já tem um vaso sanguíneo parcialmente ocluído sofre quando a poluição aumenta. A passagem de sangue fica mais fechada, o que pode causar arritmia, isquemia, angina e infarto."A poluição também traz riscos a longo prazo. As partículas atingem o pulmão de forma contínua, o que propicia casos de asma e de alergias respiratórias independentemente do histórico familiar e até a adesão de colesterol nos vasos, levando a uma arteriosclerose.

Prevenção
Não é possível se poupar totalmente aos efeitos da poluição. Mas evitar os horários de pico, com maior concentração de poluentes, manter as janelas dos carros fechadas e usar rotas alternativas, com menor fluxo de veículos, ajuda. Evitar ficar nos pontos de ônibus em horários de maior movimento também é indicado: nos corredores de ônibus de São Paulo, a concentração de poluentes pode chegar a 120 microgramas por metro cúbico.

Por JULLIANE SILVEIRA

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Doenças Modernas

À medida que a sociedade avança, os desafios impostos para a saúde pública também evoluem. É o que se pode confirmar com o último perfil da mortalidade do brasileiro, divulgado pelo Ministério da Saúde. Ele traz boas e más notícias.Segundo o estudo, "doenças da modernidade" são as que mais matam no país. Já ficou para a história o período em que as moléstias infecciosas e parasitárias -tais como as diarréias, tuberculose e malária- eram o retrato da mortandade nacional. A urbanização e o desenvolvimento provocaram uma expansão das mortes por enfermidades crônicas e por causas externas.Os males do aparelho circulatório -associados a má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e falta de atividade física- lideram o ranking (32,2%). Câncer é a segunda causa (16,7%), seguida de homicídios e acidentes de trânsito (14,5%). Depois, vêm as doenças do aparelho respiratório (11,1 %).Na conta das boas notícias, está uma relacionada às mulheres. Houve uma diminuição na incidência de câncer de colo de útero. Isso se deve a campanhas educativas e a exames preventivos mais disseminados. Em contrapartida, o câncer de mama avançou. A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), segundo os autores, comprova prática insuficiente de exames como mamografia.Os homens, por outro lado, são mais afetados pelas causas externas -homicídio e violência no trânsito- do que as mulheres. Embora as estatísticas demonstrem que há uma tendência de queda nos homicídios, o volume dessas mortes ainda se mantém em patamar elevado.Apesar dos avanços institucionais e econômicos verificados nas últimas décadas, 41,2% dos óbitos registrados no ano de 2005 ocorreram prematuramente, isto é, antes de a pessoa completar 60 anos de idade.À luz desses dados, o poder público está diante do desafio de viabilizar, além do atendimento preventivo, ambulatorial e hospitalar, uma infra-estrutura urbana que permita uma vida mais saudável. Além disso, o rápido envelhecimento da população logo produzirá impactos sobre o sistema de saúde.