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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Bengalas e andadores ajudam idosos, mas podem causar quedas feias

Segundo os pesquisadores do Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, nos Estados Unidos, mais de 40 mil lesões ocorrem anualmente por conta de bengalas, andadores e outros dispositivos que deveriam ajudar as pessoas no dia-a-dia. As lesões mais comuns são as fraturas e contusões. Os dados analisados vieram de uma amostra representativa de 66 serviços de emergência daquele país.

Embora as quedas associadas às bengalas e andadores sejam uma pequena fração do número de acidentes, esses tendem a serem mais graves. Das vítimas dessas quedas, 33% precisam ficar internadas. As mulheres têm uma chance quase duas vezes maior de sofrer esse tipo de acidente.

Quando avaliados em separado, os andadores estão mais ligados aos acidentes do que as bengalas. Os especialistas acreditam que as pessoas que precisam de andadores podem ser mais frágeis e com menor força física, aumentando o risco. As lesões mais frequentes atingem a parte baixa do tórax, seguidas das lesões na cabeça.

Essa pesquisa aponta para a necessidade de oferecer tratamento especializado aos pacientes que Irão precisar desses aparelhos. Fisioterapeutas deveriam poder se dedicar a ensinar aos pacientes o uso adequado de bengalas e andadores. Em uma sociedade que está envelhecendo como a nossa, esses dispositivos se tornarão cada vez mais comuns.

Os acidentes com os idosos têm repercussão nos custos gerais da saúde, e aqueles evitáveis podem poupar vidas e recursos.

Por Luis Fernando Correia, médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Osteoporose

A osteoporose é uma diminuição progressiva da densidade dos ossos, a qual os enfraquece e os torna mais passíveis de sofrerem fraturas. Os ossos contêm minerais, como o cálcio e o fósforo, os quais os tornam duros e densos. Para manter a densidade dos ossos, o organismo necessita de um suprimento adequado de cálcio e de outros minerais e deve produzir as quantidades adequadas de vários hormônios, como o paratormônio (hormônio da paratireóide), o hormônio do crescimento, a calcitonina, o estrogênio (nas mulheres) e a testosterona (nos homens).

Além disso, é necessário um suprimento adequado de vitamina D, para que o cálcio oriundo dos alimentos seja absorvido e incorporado aos ossos. A densidade óssea aumenta gradativamente até atingir um máximo, em torno dos 30 anos de idade. Depois disso, a densidade óssea diminui lentamente. Se o organismo não for capaz de regular seu conteúdo mineral, os ossos tornam-se menos densos e mais frágeis, resultando na osteoporose.

A prevenção da osteoporose é fundamental, já que o tratamento não reestabelece a micro-arquitetura óssea. Inclui medicação, adequação da dieta e exercícios com carga corporal (que não incluem bicicleta ou hidroginástica) e a prática de 45 minutos de caminhada quatro vezes por semana é recomendável. Uma vez instalada a osteoporose, a reabilitação enfoca a manutenção da massa óssea remanescente por meio de exercícios físicos, prevenção de deformidades, como a hipercifose torácica pela correção postural e prevenção de quedas para evitar fraturas.

A osteoporose, normalmente, cursa sem dor, a menos que ocorra uma fratura patológica. Nesses casos, podem-se empregar meios físicos analgésicos (eletroestimulação e termoterapia) e ortetização. Algumas fraturas patológicas podem cursar sem dor, apresentando apenas deformidade, como acunhamento de corpos vertebrais por colapso ósseo.

MULHERES
  • Fatores de risco: Membros da família com osteoporose/ Quantidade insuficiente de cálcio na dieta/ Estilo de vida sedentário/ Raça branca ou amarela/ Compleição delgada/ Nunca ter engravidado/ Uso de determinadas drogas, como corticosteróides e quantidades excessivas de hormônio da tireóide/ Menopausa precoce/ Tabagismo/ Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
O consumo diário de dois copos de leite e de um suplemento de vitamina D ajuda a aumentar a densidade óssea em mulheres de meia-idade que não vinham recebendo previamente quantidades suficientes desses nutrientes. Entretanto, a maioria das mulheres necessita tomar comprimidos de cálcio. Existem muitas preparações disponíveis e algumas delas incluem uma suplementação de vitamina D. Recomenda-se tomar aproximadamente 1,5 g de cálcio diariamente. Exercícios com suporte de peso, como a marcha e a subida de escadas, aumentam a densidade óssea.

Fisioterapia prolonga a independência de idosos com Alzheimer e retarda progressão da doença

Pacientes com Alzheimer deveriam fazer fisioterapia desde o início do diagnóstico. A recomendação é da fisioterapeuta Eliane Mayumi Kato. Embora na fase leve a doença atinja apenas a parte cognitiva e comportamental do doente, a fisioterapia pode colaborar com a diminuição do avanço da doença. "Os exercícios podem minimizar quedas, danos motores e prolongar a independência dos pacientes", diz Eliane.Em pesquisa defendida recentemente na Faculdade de Medicina (FM) da USP, Eliane mostrou que a fisioterapia é importante para diminuir a progressão da doença. "Por meio de exercícios, a prática pode manter o paciente na mesma fase pelo maior tempo possível", explica. O treino das atividades do dia-a-dia, como subir a escada ou escovar os dentes, ajuda a melhorar o equilíbrio, diminuindo a dependência dos idosos. O fortalecimento muscular também ajuda na prevenção de quedas. Os fisioterapeutas também são importantes para orientar os cuidadores a fazer as adaptações necessárias na casa do paciente, como a instalação de barras de apoio no box do banheiro, a retirada de tapetes e uso de iluminação adequada para facilitar sua locomoção e diminuir os riscos de quedas. "Os idosos já possuem, normalmente, alterações de equilíbrio, mas naqueles que têm a doença de Alzheimer elas são ainda maiores" diz a fisioterapeuta.

Na fase mais avançada da doença, quando o paciente passa a maior parte do tempo restrito ao leito, a fisioterapia é importante tanto para orientar os cuidadores sobre como transferir corretamente os doentes na cama quanto para minimizar as complicações da síndrome do imobilismo. Entre as possíveis conseqüências desse problema estão o encurtamento dos músculos e a perda da força muscular, o surgimento de úlceras por pressão (escaras), trombose, prisão de ventre e pneumonia, entre outros. "A parte física costuma ficar esquecida no tratamento dessa doença", lembra Eliane, que recomenda atenção a atividades como a fisioterapia ou a terapia ocupacional, à atividade física orientada e à nutrição adequada. Ela também ressalta a importância de um trabalho dirigido aos médicos, para que eles também orientem adequadamente os pacientes e seus cuidadores.

Por Marina Almeida / Agência USP

Dispositivos auxiliares para idosos com a marcha comprometida

Existem três categorias de dispositivos deambulatórios auxiliares: bengalas, muletas, e andadores. Tais dispositivos auxiliares da marcha são prescritos por uma série de fatores, como problemas de equilíbrio, dor, fadiga, fraqueza, instabilidade articular, carga esquelética excessiva. Uma das funções dos dispositivos auxiliares é a eliminação da carga de modo parcial ou completo, sobre um segmento corpóreo, e isto se da pela transmissão da força dos membros superiores até o piso, pela pressão dirigida para baixo e exercida sobre o dispositivo auxiliar.

ANDADORES: O fisioterapeuta tem que estar preparado para recomendar um de quatro rodas rolador, que possibilita uma marcha natural ininterrupta e confere ao usuário da terceira idade maior grau de mobilidade independente, porem sua desvantagem é dentro de casa pela dificuldade nas manobras pelo espaço limitado. O andador sem nenhuma roda precisa ser levantado antes de cada passo , em desacordo com o ritmo normal e criando um momento de instabilidade, durante o qual o paciente idoso fica sem qualquer apoio.

BENGALAS: Usadas, preferencialmente, em condições que acometem apenas um membro inferior. Indicada para alívio do peso corporal de até 20% sobre um dos membros inferiores. Empunhada no membro superior contra-lateral ao membro inferior afetado. Pode ser recomendada uma bengala simples ou a quadrúpede ( esta é segura com uma das mãos, possuindo uma base de quatro pés), e o cabo possui um formato ergonômico. As bengalas são úteis quando o paciente idoso requer um apoio mínimo, ou quando ele percorre apenas um trecho curto, ou quando há pouco espaço dentro de casa e não possibilidade do emprego de um aparelho de maior tamanho.

MULETAS: Estas podem ser indicadas para uso temporário, dificilmente são indicadas por tempo prolongado em pacientes idosos, e sua vantagem é que podem ser usadas em degraus e escadas.
  • Muletas canadenses (com braçadeiras proximais aos punhos): usadas em par (visando evitar uma assimetria postural). Usadas em afecções de ambos os membros inferiores ou quando se deseja aliviar o peso corporal em mais de 20% sobre um membro inferior (podendo chegar a aliviar 100% da carga sobre um membro inferior).
  • Muletas axilares (coxim de apoio no gradio costal): têm características semelhantes às canadenses, com a desvantagem de dificultar a locomoção em escadas e rampas e também a entrada e saída de automóveis. Porém, exigem menor habilidade do usuário. Assim, de modo geral, preferem-se as muletas axilares para condições agudas ou limitadas e usam-se as canadenses em condições crônicas ou permanentes.

OBS: CADEIRA DE RODAS: Os sistemas consistem basicamente do assento, encosto e acessórios individualizados. A prescrição e seleção desses equipamentos envolvem uma avaliação detalhada da postura do usuário, do seu estilo de vida e da condição funcional. Existe um grande número de produtos que permitem montar sistemas individualizados.

Aumentando a estabilidade postural e o equilibrio

A fraqueza dos membros inferiores é mais freqüente em pessoas da terceira idade que já sofreram quedas, em relação com aquelas que não referem quedas; um fator importante parece ser a fraqueza dos músculos responsáveis pela flexão dorsal ao nível do tornozelo. A fraqueza das pernas favorece as quedas, como acontece nas pessoas incapazes de fazer um traslado bem sucedido ou que não conseguem ficar em pé por muito tempo, sem segurar-se em alguma coisa, ao se vestir após usar o banheiro. Esta fraqueza muscular diminui a capacidade para resistir a queda, em seguida vem perturbação do equilíbrio.

Na clínica, há limitação de tempo disponível, deste modo é recomendado que o fisioterapeuta se dedique aos movimentos e as atividades nas quais o paciente deseja adquirir maior estabilidade, aplicando os princípios da especificidade e da sobrecarga que regem a fisiologia do esforço. A intensidade do regime de exercícios deve ser maior que o paciente puder tolerar, no que diz respeito ao número de repetições por sessão e de sessões por dia; em hospitais e instituições.

É necessário que possamos ajudar a pessoa idosa debilitada a melhorar sua capacidade para:

» Ficar em pé sem apoio ou apenas com um mínimo de apoio, progredindo daí para a capacidade de manter-se em pé enquanto abrir cintos e botões, de procurar objetos colocados em prateleiras cada vez mais altas ou pegar objetos do assento de uma cadeira ou do piso. ( O paciente pode tentar chegar a um nível mais alto, mantendo-se em pé com os olhos fechados ou em pé sobre uma espuma de espessura cada vez maior; ele pode inclusive tentar fazer as duas coisas.)

» Opôr-se às perturbações do equilíbrio, dando passos compensadores em resposta a um empurrão leve contra o esterno ou contra a face lateral da pelve.

» Andar firmemente ( sem ajuda de terceiros), na maior distância necessária dentro da própria residência ( insista inclusive na amplitude do passo). Comece o treinamento pela menor distância que o paciente se considera capaz de vencer.

» Virar-se no mesmo ponto, dando número cada vez menor de passos, quatro a seis no máximo.

EQUILÍBRIO
Podemos trabalhar o paciente com atividades de transferência de peso de um lado para o outro, marcha sobre uma esteira de equilíbrio, exercícios de agilidade e manobras com obstáculos. E por fim podemos também progredir com um trabalho de treino do paciente em padrões funcionais e atividades que usem movimentos repetitivos para aumentar a resistência à fadiga. Todos exercícios citados neste trabalho, podem ser adaptados, para o paciente idoso de acordo com suas capacidades e limitações.

RESTABELECENDO A CONFIANÇA
Os programas educacionais e de tratamento devem inspirar sentimentos de auto-eficácia no paciente da terceira idade e restabelecer sua confiança na própria capacidade para dar conta da situação. Mas também é preciso diminuir o receio de queda e o medo de não conseguir levantar-se; desta forma podemos aumentar a segurança durante a marcha e reduzir o risco de queda. Nestes casos a abordagem combinada, psicológica e fisioterapêutica, parece ser particularmente útil no lidar com esses problemas. É importante que o fisioterapeuta escolha uma tarefa que não ultrapasse a competência do cliente, e depois dela ter sido realizada com êxito, o cliente deve ser animado a reconhecer o próprio desempenho e a sua competência afetiva.

Fisioterapia e quedas

O declínio natural do sistema nervoso periférico leva a redução de reflexos baropressóricos e da resposta adrenérgica, o que leva a tendência à síncope mais freqüente. Além disso, a redução da acuidade visual, associada ao declínio do equilíbrio aumenta a chance de quedas por escorregões ou tropeços. As quedas na população geriátrica podem originar agravos substanciais à saúde e é a causa primária de mortes acidentais em pessoas com mais de 65 anos.

O ponto principal encontrado na literatura, é a prevenção de futuras quedas; o segundo é treinar os pacientes sobre como lidar com as quedas; o terceiro é recuperar a segurança e a auto estima do paciente idoso.

Os fisioterapeutas identificam os fatores tanto intrínsecos como extrínsecos que aumentam a possibilidade da ocorrência de uma queda em uma pessoa idosa, também como nas suas conseqüências desde que estes fatores identificados se que sejam acessíveis às medidas de fisioterapia. Uma medida importante é ajudar o indivíduo da terceira idade a recuperar sua autoconfiança no que diz respeito a suas capacidades posturais. É necessário evitar a imobilização desnecessária e suas conseqüências, para diminuir os efeitos de futuras quedas. Deste modo podemos realizar um impacto sobre a autoconfiança.

Para resumir os objetivos fisioterapêuticos nas pessoas da terceira idade que correm o risco de sofrer quedas são:
I. melhorar a capacidade do indivíduo para resistir às ameaças ao seu equilíbrio.
II. aumentar a segurança deste indivíduo em seu ambiente.
III. recuperar a confiança do paciente e das pessoas cuidadoras deste, no que fiz respeito a sua capacidade de se locomover da maneira mais segura e eficaz em seu ambiente.

Sindrome do Imobilismo no Idoso

A Síndrome do Imobilismo é comum em idosos, e consiste no estado em que o indivíduo vivencia limitações físicas do movimento, decorrente de um desequilíbrio entre repouso e atividade física, ou seja, alterações que ocorrem no indivíduo que se encontra acamado há um longo período de tempo. Os efeitos da imobilização são definidos como uma redução na capacidade funcional dos sistemas cardiorespiratório, vascular, endócrino, gastrointestinais, urinário, muscular, esquelético e neurológico. Sendo que estas complicações podem ser aumentadas dependendo dos fatores pré existentes de cada paciente .

O imobilismo, por si só, é uma causa de morbidade no idoso, sendo que completo imobilismo pode levar a perda de 5 a 6% de massa muscular e de força por dia. Essa Síndrome pode ser causada por diversos fatores, como psicológicos (depressão, demência, medo de quedas), sociais (isolamento social, restrição física, falta de estímulo) e físicos (osteoporose, fraqueza muscular, insuficiência venos), ou mesmo quando a pessoa idosa precisa ficar imobilizada, devido uma queda, resultando em uma fratura. O repouso beneficia a região lesada, mas seu prolongamento prejudica o resto do organismo.

É identificada em casos de déficit cognitivo de médio a grave, multiplas contraturas, e também, em critério menor, quando observa-se sinais de sofrimento cutâneo ou ulceras de pressão, disfagia leve a grave, dupla incontinência ou afasia.

Os cuidados com o idoso acamado consistem em:
1 - Estimulação da mobilidade;
2 - Evitar restrição ao leito;
3 - cuidado com o toque (firmeza mas sem machucá-lo);
4 - Diminuir a dor e o desconforto;
5 - Realizar trocas posturais constantes;
6 - Posicionar corretamente com o uso de coxins;
7 - Quando possível, peça ajuda a outra pessoa;
8 - Não alimente o idoso deitado e nem com extensão ou rotação do pescoço;
9 - Caso o idoso esteja esgasgando, sente-o, e evite alimentos mais líquidos. Prefira os pastosos;
10 - Evite a posição em flexão das articulações;
11 - Faça mobilizações articulares constantes;
12 - Trocas constantes de fraldas;
13 - Manter a pele sempre seca e hidratada;
14 - Deixar os lençóis sempre esticados e sem restos alimentares;
15 - Não fazer fricção durante as transferências;
16 - Evitar o cisalhamento;
17 - Hidrate-o sempre.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

100 dicas para quem quer viver mais - Produtos

De um lado, coloque o custo, que vai ser alto. Do outro, o benefício, que pode ser significativo. É nesse equilíbrio que deve se basear a aquisição de um produto adaptado, segundo especialistas em terapia ocupacional.

92. Assento mais alto: Com 46 cm de altura, torna o ato de sentar e o de levantar mais fáceis
R$ 238, na Deca

93. Chaveiro adaptado (modelo para até três chaves): Oferece uma alavanca maior para facilitar o giro das chaves. Indicado para quem tem artrite ou fraqueza preensora
R$ 50, na MN

94. Esponja adaptada: Facilita a limpeza das pernas e dos pés por pessoas que têm dificuldade para inclinar o corpo para a frente
R$ 45 (pequena) e R$ 50 (grande), na MN

95. Cadeira elevatória: Voltado para pessoas com dificuldade de locomoção, o equipamento é indicado para quem pesa até 130 kg
A partir de R$ 11.000 (escada com percurso de até 5 m , com instalação), na Acorn

96. Adaptação para meias: Ajuda quem tem dificuldades para inclinar o corpo para a frente a colocar meias
R$ 100, na MN

97. Talheres: Com cabo grosso (para quem tem problemas articulares) e dobráveis, que facilitam o ato de levar a comida à boca
R$ 30 cada garfo ou colher;
R$ 38 cada faca, na Vanzetti;
Com peso (para pessoas com Parkinson), que atenuam tremor das mãos R$ 70 cada colher de chá, colher de sopa ou garfo;
R$ 90 cada faca, na MN

98. Tábua de corte adaptada: Fixa o alimento que será cortado, diminuindo o risco de acidentes
R$ 350, na MN

99. Antideslizante Heritage: Pode ser aplicado em pisos frios sem alterar o brilho, a textura ou a cor do material. Há duas linhas do Heritage: a industrial e a auto-aplicável. A segunda é indicada para uso residencial ou em áreas de até 60 m2
R$ 50 (250 ml, 2 m2 ) e R$ 90 (500 ml, 4 m2 ), na Tetraquímica

100. Cadarço elástico para tênis: É indicado para quem tem problemas articulares. O cadarço fica amarrado e basta puxar as laterais do tênis para calçá-lo
R$ 15 (2 pares), na MN

100 dicas para quem quer viver mais - Adapte sua casa

Mudanças simples podem aumentar a segurança e a autonomia do idoso

42. Em dobro: Quem mora em sobrados deve fazer adaptações para que os dois andares tenham banheiros, telefones etc. Isso diminui a necessidade de usar as escadas

43. Área externa: Se possível, crie um percurso próprio para caminhada

44. Mobiliário: Opte por móveis mais altos e não muito moles. Poltronas bem estruturadas são uma boa escolha, pois os braços do móvel servem como apoio ao levantar

45. Luz: Privilegie a iluminação natural, já que a claridade é importante para que o idoso veja melhor o ambiente

46. Torneiras: Prefira as de alavanca às redondas, que são mais difíceis de girar

47. Armários: Evite guardar objetos de uso freqüente em locais muito baixos, que exigem que as pessoas se abaixem, ou muito altos, que pedem escadas ou banquinhos

48. Bancada: Opte por uma com aproximadamente 80 cm de altura, para que seja possível cortar e preparar os alimentos sentado

49. Jardim: Não coloque muretinhas ao redor da grama para evitar que a pessoa tropece

50. Apoio: Escadas e rampas devem ter corrimão, preferencialmente, de uma cor contrastante, para melhorar a visualização caso esteja escuro ou o idoso sinta tontura. Certifique-se de que, após a rampa, haverá uma área plana na qual o idoso possa se estabilizar antes de seguir adiante

51. Corredor: Deixe as passagens livres, sem obstáculos como vasos, esculturas e mesas de centro ou de canto

52. Tapete: Evite tapetes e passadeiras de corredor, que podem escorregar

53. Remédios: Em um local visível, coloque uma tabelinha com o horário de cada medicamento

54. Penumbra: Instale luminárias de baixa intensidade no corredor; assim, o idoso não precisará ir até o banheiro no escuro

55. Largura: Instale portas com um vão de 80 cm para facilitar a passagem de quem precisa usar andador ou está carregando sacolas de compras

56. Cores: A cor da porta também deve contrastar com a cor da parede, para ser visualizada mais facilmente

57. Maçanetas: As redondas exigem mais força na hora de abrir a porta. Troque pelas de alavanca, mais fáceis de usar

58. Chão: Opte por pisos de uma cor só; isso evita o desconforto visual e a sensação de que há buracos e degraus no chão. Evite pisos lisos, que propiciam escorregões; quanto mais brilhante for o material, mais escorregadio ele é; prefira os antiderrapantes

59. Apoio: Coloque barras de apoio, especialmente perto do vaso sanitário e dentro do boxe

60. Vaso: Opte por vasos sanitários mais elevados: a altura ajuda na hora de sentar e de levantar

61. Aderência: Substitua o tapetinho do banheiro por adesivos antiderrapantes, que também podem ser colocados dentro do boxe

62. Pia: Certifique-se de que ela seja bem resistente e firmemente fixada, já que os idosos costumam se apoiar nela

63. Porta: Ainda no boxe, utilize uma porta de correr. As que abrem para dentro devem ser evitadas, pois podem ficar travadas se alguém cair dentro do boxe e encostar na porta

64. Boxe: Instale um assento dentro do boxe, para ser usado em caso de mal-estar. Mas atenção: os assentos devem ser fixos. Banquinhos de plástico são frágeis e podem virar

65. Escoamento: Verifique se o escoamento de água no boxe é suficiente, para que o chão não fique alagado e ainda mais liso

66. Quarto: Instale o idoso no quarto mais próximo do banheiro, para facilitar o deslocamento durante a noite

67. Cabeceira: Posicione a cama perto do interruptor de luz ou coloque um abajur próximo à cabeceira -opte por uma iluminação suave, já que o idoso demora mais a se adaptar quando há mudanças bruscas entre claro e escuro

68. Trava: Escolha uma tranca que possa ser aberta por fora em caso de emergência e mantenha a chave em um local acessível

69. Obstáculo: Móveis com cantos vivos (em 90 graus) devem ser mantidos longe das áreas de passagem.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

100 dicas para quem quer viver mais - Quedas

No Brasil, cerca de 29% dos idosos sofrem quedas ao menos uma vez por ano e 13% caem de forma recorrente. Além das fraturas, principalmente na região do quadril, há o risco de morte: as quedas correspondem a dois terços das mortes acidentais. O medo de cair pode afetar a qualidade de vida do idoso, que tende a diminuir a freqüência dos passeios ou dos banhos.

1. Mexer o pé antes de se levantar da cadeira melhora a irrigação sangüínea nos membros inferiores

2. Evite chinelos, tamancos e demais calçados soltos no pé

3. Não deixe os fios dos eletrodomésticos soltos pelo chão

4. Trocar lâmpada e retirar a cortina são atividades arriscadas porque exigem que a pessoa estenda a cabeça para trás, o que causa uma tontura momentânea

5. Atividades físicas que proporcionam o aumento da força muscular são fundamentais; pernas fortes dão mais estabilidade na hora de subir escadas, caminhar ou levantar da cadeira

6. Óculos com lentes multifocais afetam a percepção de profundidade e dificultam tarefas como descer uma escada ou desviar-se de um buraco; uma solução é trocá-los por dois óculos, um para caminhar e outro para ler

7. Cuide bem dos pés: calosidades impedem o contato com o solo

8. Escolha um tênis com sistema de absorção de impacto e solado antiderrapante; com o envelhecimento, há uma diminuição na camada de gordura na planta do pé, o que deixa o idoso mais sujeito ao impacto do solo e ao desenvolvimento de inflamações

9. Mantenha sob controle doenças metabólicas ou vasculares; o diabetes, por exemplo, pode afetar o labirinto (responsável pelo equilíbrio) e alterar a sensibilidade e o funcionamento motor dos membros inferiores

10. Não compre uma bengala sem orientação profissional; a escolha do modelo precisa considerar altura, presença ou não de artrose, entre outros aspectos; repare sempre se a borracha da ponta não está desgastada, o que diminuiria sua característica antiderrapante