Apesar dos diversos estudos que apontam a dieta mediterrânea -rica em vegetais, cereais integrais e gorduras insaturadas e pobre em laticínios, carne vermelha e doces- como protetora do sistema cardiovascular, para a realidade do brasileiro ela não basta, argumenta Heno Lopes. "Para a síndrome metabólica, que virou até um modismo, o estresse contribui bastante, não basta comer bem. É o estilo de vida, é esse conjunto que é mais importante". A atividade física é parte essencial nesse tipo de dieta e está na base da pirâmide alimentar.Outro problema é misturar dietas, alega Cláudia Cozer. "Alguns alimentos da dieta mediterrânea são calóricos e podem engordar se consumidos em outras dietas." Quando se segue a dieta mediterrânea, é possível consumir até três porções de frutas oleaginosas (o equivalente a uma xícara e meia de chá por dia). Em uma dieta convencional, a indicação é de meia xícara diária.
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domingo, 21 de dezembro de 2008
Dieta mediterrânea
Apesar dos diversos estudos que apontam a dieta mediterrânea -rica em vegetais, cereais integrais e gorduras insaturadas e pobre em laticínios, carne vermelha e doces- como protetora do sistema cardiovascular, para a realidade do brasileiro ela não basta, argumenta Heno Lopes. "Para a síndrome metabólica, que virou até um modismo, o estresse contribui bastante, não basta comer bem. É o estilo de vida, é esse conjunto que é mais importante". A atividade física é parte essencial nesse tipo de dieta e está na base da pirâmide alimentar.Outro problema é misturar dietas, alega Cláudia Cozer. "Alguns alimentos da dieta mediterrânea são calóricos e podem engordar se consumidos em outras dietas." Quando se segue a dieta mediterrânea, é possível consumir até três porções de frutas oleaginosas (o equivalente a uma xícara e meia de chá por dia). Em uma dieta convencional, a indicação é de meia xícara diária.
AZEITE - Nozes e amêndoas ajudam a diminuir gordura abdominal (cont.)
Já o melhor resultado das frutas secas sobre o azeite pode ser explicado por inúmeros fatores. "As nozes poderiam ter efeito na síndrome metabólica por múltiplos mecanismos: são ricas em substâncias com propriedades antiinflamatórias (magnésio, fibra, arginina) e antioxidantes, que trariam efeitos benéficos", disse Salas.A presença de triptofano nesses alimentos também pode ajudar. As nozes são ricas nesse substrato usado para fabricar serotonina, que ajuda na sensação de saciedade. O consumo das frutas, então, ajudaria na menor ingestão de outros alimentos. "Uma vantagem das oleaginosas é a riqueza em gordura monoinsaturada. Essas frutas têm bastante fibra, que diminui absorção de colesterol", acrescenta o cardiologista Heno Lopes, coordenador do Ambulatório de Síndrome Metabólica do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo.Para tirar proveito dos efeitos benéficos do azeite, a endocrinologista Cláudia Cozer aconselha o consumo de duas colheres de chá por refeição. "Se a dieta mediterrânea for seguida à risca, é possível usar à vontade nas principais refeições", acrescenta.
Nozes e amêndoas ajudam a diminuir gordura abdominal
Frutas oleaginosas, como nozes, avelãs e amêndoas, ajudam a controlar a síndrome metabólica -associação de fatores de risco para doenças cardiovasculares relacionados à gordura abdominal e à resistência à insulina - com mais eficiência do que uma dieta de baixo teor de gordura e do que o azeite de oliva. Foi o que constatou um estudo espanhol publicado no "Archives of Internal Medicine", realizado com 1.224 participantes -61,4% tinham três ou mais fatores da síndrome.Durante um ano, os voluntários consumiram uma dieta mediterrânea suplementada com 30 g diárias de oleaginosas, a mesma dieta adicionada de um litro semanal de azeite ou uma dieta pobre em gorduras vegetais e animais, todas sem restrição calórica.Entre os que usaram as frutas, a redução na prevalência dos fatores da síndrome metabólica foi de 13,7% -contra 6,7% de redução entre os que consumiram azeite e de somente 2% entre os que mantiveram dieta pobre em gordura. "Esse artigo gera uma hipótese interessante, mostra que reduzir gorduras pode não ser a melhor estratégia nesse caso", diz o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).Uma das hipóteses para o baixo desempenho da dieta pobre em gordura é a compensação em carboidratos, que, em excesso, aumentam o nível de triglicérides, um dos fatores da síndrome metabólica. "A diminuição da gordura abdominal no grupo que consumiu as nozes é plausível, pois estão associadas ao aumento da saciedade e menor adiposidade. O efeito antiinflamatório dessa dieta pode estar ligado à redistribuição de gordura. Quando se substituem carboidratos de alto teor glicêmico pelas gorduras insaturadas do azeite e das nozes, os níveis de triglicérides caem e os de HDL sobem", disse à Folha Jordi Salas, professor de nutrição da Universidade de Rovira e Virgili (Espanha) e líder da pesquisa.
Por JULLIANE SILVEIRA
Por JULLIANE SILVEIRA
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Doenças Modernas
À medida que a sociedade avança, os desafios impostos para a saúde pública também evoluem. É o que se pode confirmar com o último perfil da mortalidade do brasileiro, divulgado pelo Ministério da Saúde. Ele traz boas e más notícias.Segundo o estudo, "doenças da modernidade" são as que mais matam no país. Já ficou para a história o período em que as moléstias infecciosas e parasitárias -tais como as diarréias, tuberculose e malária- eram o retrato da mortandade nacional. A urbanização e o desenvolvimento provocaram uma expansão das mortes por enfermidades crônicas e por causas externas.Os males do aparelho circulatório -associados a má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e falta de atividade física- lideram o ranking (32,2%). Câncer é a segunda causa (16,7%), seguida de homicídios e acidentes de trânsito (14,5%). Depois, vêm as doenças do aparelho respiratório (11,1 %).Na conta das boas notícias, está uma relacionada às mulheres. Houve uma diminuição na incidência de câncer de colo de útero. Isso se deve a campanhas educativas e a exames preventivos mais disseminados. Em contrapartida, o câncer de mama avançou. A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), segundo os autores, comprova prática insuficiente de exames como mamografia.Os homens, por outro lado, são mais afetados pelas causas externas -homicídio e violência no trânsito- do que as mulheres. Embora as estatísticas demonstrem que há uma tendência de queda nos homicídios, o volume dessas mortes ainda se mantém em patamar elevado.Apesar dos avanços institucionais e econômicos verificados nas últimas décadas, 41,2% dos óbitos registrados no ano de 2005 ocorreram prematuramente, isto é, antes de a pessoa completar 60 anos de idade.À luz desses dados, o poder público está diante do desafio de viabilizar, além do atendimento preventivo, ambulatorial e hospitalar, uma infra-estrutura urbana que permita uma vida mais saudável. Além disso, o rápido envelhecimento da população logo produzirá impactos sobre o sistema de saúde.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Mensagem da Equipe
Mais uma vez o Residencial Sênior dando um show de qualidade!
Além dos textos excelentes, do espaço da arte - aguardo ansiosa o dia de Van Gogh -, do passatempo - o Sudoku é sempre bem-vindo - , e das últimas nóticias sobre saúde no mundo, o blog está bonito, elegante, fino e inteligente!
Parabéns pela iniciativa.
Suzana Macedo
Gerontóloga
Além dos textos excelentes, do espaço da arte - aguardo ansiosa o dia de Van Gogh -, do passatempo - o Sudoku é sempre bem-vindo - , e das últimas nóticias sobre saúde no mundo, o blog está bonito, elegante, fino e inteligente!
Parabéns pela iniciativa.
Suzana Macedo
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