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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Uma homenagem para Bill Connelly

Bill Connelly foi uma figura importante nos Estados Unidos no que diz respeito à abordagem teorica e prática dos animais de estimação em apoio aos idosos, tanto sadios, quanto com algum grau de patologia. Em 1990, Bill iniciou o projeto "Jeff's Companion Animal Shelter", ou "Abrigo para Animais - Companhia do Jeff", cujo objetivo era promover a adoção de animais por pessoas idosas para aliviar a carga do envelhecimento. Bill também foi diretor de Assuntos Científicos da Casa Farmacêutica Sandoz (atual Novartis).

O nome da instituição foi uma homenagem que Bill fez para seu primeiro cão, Jeff, um border collie que foi resgatado de um abrigo de animais. Connelly e seu cão promoveram o relacionamento entre cães e seres humanos em todo o país, e Jeff se tornou o mascote nacional para a Associação de Alzheimer dos Estados Unidos.

Bill Connelly faleceu inesperadamente em 1996 aos 55 anos de idade. Uma semana depois morreu seu cachorro Jeff. Dois anos depois, após sete anos de atividades, Jeff's Companion Animal Selter fechou suas portas.

Conheci Bill em 1985 no XIII Congresso Mundial de Gerontologia em Nova Iorque. Entre 1989 e 1993 estivemos próximos na organização do XV Congresso Mundial de Budapeste, quando ele organizou uma mesa redonda sobre animais de estimação, discutindo o aumento da qualidade de vida dos idosos e de suas famílias. Nessa ocasião pude testemunhar o quão bem treinado era o "Jeff", que ficou por duas horas imóvel "assistindo" a apresentação. Em 1994, Bill esteve aqui em Belo Horizonte, no nosso X Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, abordando o mesmo tema.

Bill era uma pessoa marcante e cheia de vida, que deixou um precioso legado. Também mantenho a imagem do "Jeff" viva aqui em casa, pois o meu schnauzer Spike teve uma filhote que dei o nome de Jeff. Ao contrário do Jeff original que tanto me impressionou ao ficar imóvel por duas horas seguidas, o meu não fica quieto nem por um minuto...

Fico pesaroso que a Instituição encerrou suas atividades em 98, mas ele vive através dos amigos. Nós tentamos criar o eterno, mas somos finitos.

por Dr. FLÁVIO CANÇADO

Dr. Flávio e Spike

Esse é o "neto" do Dr. Flávio, e a prova viva do bem que um animal de estimação faz para o seu dono!

Bombeiro reaprende a falar com papagaio

Mais um post para discutir a importância do animal de estimação... esse é realmente surpreendente!

Um bombeiro que havia perdido a fala num acidente de trânsito reaprendeu a usar as cordas vocais com a ajuda de dois de seus papagaios. De acordo com o diário britânico Telegraph, Brian Wilson, de Maryland, nos Estados Unidos, havia perdido a habilidade de falar há 14 anos, mas as conversas diárias com seus animais de estimação deixaram perplexos os médicos - que acreditavam que o homem nunca mais voltaria a dizer uma palavra.

“Subitamente, eu comecei a pronunciar uma palavra, depois duas, depois mais”, afirma Wilson. Para mostrar sua gratidão aos pássaros que o ajudaram na reabilitação, o norte-americano prometeu cuidar de animais abandonados pelos donos. O homem já divide sua casa com cerca de 80 pássaros, de cacatuas brancas a araras coloridíssimas. Ele ainda construiu uma fundação, chamada Wilson Parrot Foundation, que oferece os serviços dos pássaros para entretenimento em festas de aniversário e eventos corporativos.
do BLOG da Globo Rural

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Cuidar de animal faz bem, mas pode causar dependência

Há algum tempo já se discute sobre os inegáveis benefícios que o animal de estimação proporciona ao seu dono. Além de dar afeto e diversão, os animais reduzem a tensão e até o batimento cardíaco das pessoas que o tocam. Porém, a relação entre humanos e animais de estimação, teoricamente inofensiva e prazerosa, pode também trazer prejuízos como dependência e ansiedade, dependendo da forma como se estabelece, ou do comportamento do dono. Para o psicólogo da Unifesp Murilo Battisti, "pessoas com mais dificuldade no contato com o outro muitas vezes vêem no animal uma forma menos ameaçadora de fazer vínculo. Mas isso pode levar ou reforçar um isolamento". Ele afirma considerar normal uma relação de amor incondicional com o animal e que a pessoa o veja como um membro da família, mas que é preciso estar atendo para que a relação seja saudável."Essa troca pode ser muito bacana pelo exercício da afetividade", diz Battisti.

O zootecnista e mestre em Psicologia pela USP Alexandre Rossi, diz ser comum que uma ligação muito intensa com o animal cause uma "ansiedade de separação", pela qual a pessoa fica intranqüila ao sair de casa por preocupar-se com ele. Mas segundo Rossi, não é algo negativo a pessoa procurar o animal de estimação ao chegar em casa."Ele ajuda a diminuir o estresse e facilita o contato com outras pessoas", afirma. Na rua, os animais também são "facilitadores sociais", pois ajudam as pessoas a se conhecerem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dança Sênior


MATRÍCULAS ABERTAS NO RESIDENCIAL SÊNIOR !!!
Convidamos a todos para fazer uma aula experimental.
A Dança Sênior surgiu em 1970, na Alemanha, quando um pequeno grupo de pedagogos, sob a liderança de Ilse Tutt, trocaram experiências sobre atividades com idosos em asilos. Criou-se assim, em 1974, a Dança Sênior, e em 1977 fundada a Federação Nacional de Dança Sênior na Alemanha. Foi introduzida no Brasil por Christel Weber em 1978 e promovida a partir de 1982 no Ancianato Bethesda, culminando com a criação da Associação Dança Sênior em 1993, em Pirabeiraba/SC. A dança com idosos sentados consiste em exercícios ritmados destinados as pessoas que apresentam limitações temporárias ou permanentes. Com suas formas simples, sua música alegre, busca a auto-estima e a integração de seus participantes estimulando-os a sair do isolamento. Os exercícios de ativação em grupo estimulam o organismo a se defender e prevenir contra males precoces e possibilitam a busca da flexibilidade das articulações, mobilidade e equilíbrio.
Preço: R$ 100,00
Carga horária: 01h30m, 01 vez por semana
Professora: Suzana Macedo
Mais informações: 3371 8508/ 3371 8555

Vamos jogar memória?

http://www.zefrank.com/memory/index.html

Idosos utilizam jogos para tentar manter mente ativa

Manter a cabeça ativa é uma estratégia para evitar a perda de memória em idosos e minimizar ou adiar o aparecimento de demências. Apostando nisso, empresas de eletrônicos têm colocado no mercado jogos on-line ou de videogame voltados a esse público. Atividades que antes eram feitas apenas no papel, como cruzadinhas, sudoku e variados exercícios para treinar a mente agora podem ser feitos em aparelhos eletrônicos. Diversas pesquisas foram realizadas para comprovar os benefícios dos jogos. Muitas delas, com patrocínio das próprias empresas fabricantes. Porém, médicos ligados à saúde dos idosos questionam até que ponto os produtos podem melhorar o funcionamento cognitivo. Eles defendem que os jogos e outras atividades ajudam a preservar a mente, mas que os benefícios são restritos.

Uma das empresas a perceber o filão foi a Nintendo, que lançou jogos como o Brain Age. Nele, o usuário pode acompanhar uma partitura, identificando as notas, fazer o troco de valores em dinheiro, escrever as palavras que escuta e memorizar uma ordem de números para depois lembrá-la. Conforme o desempenho, o jogo diz se o cérebro do usuário está em forma ou não. Depois dele, a linha "brain gym" (ginástica cerebral) ganhou concorrentes, como o MindFit e o Brain Fitness Program. Este último, vendido nos EUA, tem como slogan "seus netos irão lhe agradecer". Já o MindFit foi tema de uma pesquisa recente sobre jogos. Divulgada em 2007 por pesquisadores em Israel, ela mostrou que os usuários do MindFit e de videogames clássicos tiveram melhoras na memória especial de curto prazo e na atenção. O estudo foi patrocinado pela fabricante CogniFit e envolveu 121 voluntários. Mas foi outra pesquisa, divulgada em 2006, que chamou em especial a atenção dos médicos. Comandada por institutos de saúde do governo americano, o estudo avaliou 2.832 pessoas e constatou que os que receberam treinamento de raciocínio, treino de velocidade ou memória tiveram desempenhos melhores em exercícios que um grupo controle -que não recebeu treinamento. Eles foram melhores até cinco anos depois. Os resultados vão no mesmo sentido do que diz Carlos Paixão, da Sociedade de Geriatria do Rio de Janeiro. Para ele, jogos e outras atividades "podem melhorar a memória nessas pessoas que têm transtornos cognitivos que não são considerados demência". Porém, segundo ele, não há nenhum trabalho realmente sério até hoje que mostre que a estimulação cognitiva previna o aparecimento de demências.

Além do videogame, a internet é também terreno vasto para proliferação desse tipo de jogos, a maioria voltados ao público em geral. Um deles, o http://www.brainbuilder.com/ promete resultados em poucos meses. Há também sites em português com jogos de raciocínio, sem a promessa de melhorar a memória, entre eles o http://rachacuca.com.br/.

Por MÁRCIO PINHO
Colaborou CLÁUDIA COLLUCCI