A fraqueza dos membros inferiores é mais freqüente em pessoas da terceira idade que já sofreram quedas, em relação com aquelas que não referem quedas; um fator importante parece ser a fraqueza dos músculos responsáveis pela flexão dorsal ao nível do tornozelo. A fraqueza das pernas favorece as quedas, como acontece nas pessoas incapazes de fazer um traslado bem sucedido ou que não conseguem ficar em pé por muito tempo, sem segurar-se em alguma coisa, ao se vestir após usar o banheiro. Esta fraqueza muscular diminui a capacidade para resistir a queda, em seguida vem perturbação do equilíbrio.
Na clínica, há limitação de tempo disponível, deste modo é recomendado que o fisioterapeuta se dedique aos movimentos e as atividades nas quais o paciente deseja adquirir maior estabilidade, aplicando os princípios da especificidade e da sobrecarga que regem a fisiologia do esforço. A intensidade do regime de exercícios deve ser maior que o paciente puder tolerar, no que diz respeito ao número de repetições por sessão e de sessões por dia; em hospitais e instituições.
É necessário que possamos ajudar a pessoa idosa debilitada a melhorar sua capacidade para:
» Ficar em pé sem apoio ou apenas com um mínimo de apoio, progredindo daí para a capacidade de manter-se em pé enquanto abrir cintos e botões, de procurar objetos colocados em prateleiras cada vez mais altas ou pegar objetos do assento de uma cadeira ou do piso. ( O paciente pode tentar chegar a um nível mais alto, mantendo-se em pé com os olhos fechados ou em pé sobre uma espuma de espessura cada vez maior; ele pode inclusive tentar fazer as duas coisas.)
» Opôr-se às perturbações do equilíbrio, dando passos compensadores em resposta a um empurrão leve contra o esterno ou contra a face lateral da pelve.
» Andar firmemente ( sem ajuda de terceiros), na maior distância necessária dentro da própria residência ( insista inclusive na amplitude do passo). Comece o treinamento pela menor distância que o paciente se considera capaz de vencer.
» Virar-se no mesmo ponto, dando número cada vez menor de passos, quatro a seis no máximo.
EQUILÍBRIO
Podemos trabalhar o paciente com atividades de transferência de peso de um lado para o outro, marcha sobre uma esteira de equilíbrio, exercícios de agilidade e manobras com obstáculos. E por fim podemos também progredir com um trabalho de treino do paciente em padrões funcionais e atividades que usem movimentos repetitivos para aumentar a resistência à fadiga. Todos exercícios citados neste trabalho, podem ser adaptados, para o paciente idoso de acordo com suas capacidades e limitações.
RESTABELECENDO A CONFIANÇA
Os programas educacionais e de tratamento devem inspirar sentimentos de auto-eficácia no paciente da terceira idade e restabelecer sua confiança na própria capacidade para dar conta da situação. Mas também é preciso diminuir o receio de queda e o medo de não conseguir levantar-se; desta forma podemos aumentar a segurança durante a marcha e reduzir o risco de queda. Nestes casos a abordagem combinada, psicológica e fisioterapêutica, parece ser particularmente útil no lidar com esses problemas. É importante que o fisioterapeuta escolha uma tarefa que não ultrapasse a competência do cliente, e depois dela ter sido realizada com êxito, o cliente deve ser animado a reconhecer o próprio desempenho e a sua competência afetiva.
Pesquisar este blog
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário