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quarta-feira, 15 de julho de 2009

HUMANIZ...AÇÃO!

Com a industrialização, as máquinas vêm invadindo as instituições hospitalares como sinônimo de alta tecnologia e cuidados avançados. Mas no que se refere à saúde, não se pode substituir o trabalho humano pelo mecânico. A enfermagem é cuidadora em sua essência e foi a primeira a profissionalizar o cuidado. O cuidado é o processo de saúde, de adoecimento, de invalidez, de empobrecimento, pois ele busca promover, manter ou recuperar a dignidade e totalidade humana.

Para que haja um avanço nas discussões sobre o cuidado, é necessário que o trabalhador adote a postura de colocar-se no lugar do ser que é cuidado para sentir quais são suas reais necessidades, e que o contexto familiar e institucional sejam reorganizados, garantindo conforto, resolutividade e atendimento humanizado para os protagonistas do cuidado, seres que cuidam e seres que são cuidados. Há muito que se pensar, eis aqui mais um desafio a ser enfrentado pelos “profissionais da saúde”em busca de deixar para trás qualquer vestígio da presença dos “profissionais da doença”.

Humanização não se faz apenas afixando placas - "aqui praticamos humanização"; não basta apenas dizer devemos tratar os pacientes com respeito e nem discutir melhoria nas condições de trabalho. É essencial que cada um de nós faça a sua parte. A responsabilidade pela prática da humanização é de todos.

A humanização é daquelas condições que pertencem às coisas que se deve praticar continuamente. Neste ponto, ela se aproxima muito da justiça, que precisa ser exigida frente à injustiça. Humanização, sem ciência, é improdutiva e ciência, sem humanização, é cruel. Ações denominadas como humanizadas são as que aplicam conhecimento e capacitação por meio de atitudes que aprovaríamos para nós mesmos. Humanização no Cuidar, também como se cuidássemos de nós mesmos. O equilíbrio dos binômios humanização na assistência, humanização e ciência, deve ser objeto de um auto-questionamento diário.

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