Em 2009, o Residencial sênior vai voltar a oferecer o Curso para Cuidadores, totalmente repaginado. A carga horária vai ser maior, e o conteúdo mais abrangente. O curso vai ter uma duração de dois dias, dividido em oito módulos, com aulas ministradas pela equipe multidisciplinar.
A participação dos funcionários do Residencial Sênior é obrigatória e gratuita.
Datas:
06 e 07 de fevereiro
13 e 14 de fevereiro
Preço:
R$ 100,00
(inclui material didático e coffee-break)
Mais informações:
tel 3371 -8508 ou 3371-8555
Pesquisar este blog
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Anvisa suspende venda de Prexige e Arcoxia
SÃO PAULO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou o registro no País de dois antiinflamatórios, o Prexige de 400 mg (Lumiracoxibe), do laboratório Norvatis, e o medicamento Arcoxia de 120 mg (Etocorixibe), da Merck Sharp e Dohme. A suspensão do registro faz parte de um processo de reavaliação dos antiinflamatórios não esteróides inibidores da ciclooxigenase (Cox-2). A Anvisa considera que os medicamentos não superam a relação risco-benefício no tratamento de doenças.O antiinflamatório Prexige era indicado para o tratamento de osteoriartrite, dor aguda e cólica menstrual, e o Arcoxia para o tratamento de reumatismo, gota, artrite, dor articular e pós-operatórios. A orientação da Anvisa para os pacientes que fazem uso desses medicamentos é que procurem o médico para fazer a substituição do remédio.A Anvisa determina ainda a reclassificação de toda a classe de inibidores de Cox-2. As bulas dos remédios Arcoxia de 60mg e 90mg passarão por adequações para que sejam incluídas advertências de segurança. O medicamento Celebra (Celecoxibe), da empresa Pfizer, também terá restrições nas bulas relativas ao tempo de tratamento e à utilização durante a gravidez e o período de amamentação. O Bextra (Parecoxibe), da Pfizer, terá seu uso restrito aos ambientes hospitalares.A partir de agora, esses antiinflamatórios só poderão ser vendidos com retenção da receita médica pelo estabelecimento farmacêutico. As determinações serão publicadas no Diário Oficial da União na segunda-feira.
Em 2007, a agência regulatória de controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos - a FDA ( Food and Drug Administration) - emitiu uma carta de desaprovação do medicamento Arcoxia.Em nota, a Novartis comunicou que já tinha reembolsado o valor das unidades devolvidas, desde a decisão da Anvisa de suspender temporariamente o uso e comercialização do Prexige, no final de agosto. As eventuais unidades que ainda não tenham sido devolvidas serão recolhidas e reembolsadas. A empresa disponibiliza o telefone 0800 888 3003 para prestar todos os esclarecimentos sobre o assunto.A Merck Sharp & Dohme lamenta a decisão da Anvisa de interrupção da comercialização do Arcoxia de 120 mg. A empresa afirma que a medida não reflete estudos que comprovam o perfil favorável de risco-benefício do medicamento.
Em 2007, a agência regulatória de controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos - a FDA ( Food and Drug Administration) - emitiu uma carta de desaprovação do medicamento Arcoxia.Em nota, a Novartis comunicou que já tinha reembolsado o valor das unidades devolvidas, desde a decisão da Anvisa de suspender temporariamente o uso e comercialização do Prexige, no final de agosto. As eventuais unidades que ainda não tenham sido devolvidas serão recolhidas e reembolsadas. A empresa disponibiliza o telefone 0800 888 3003 para prestar todos os esclarecimentos sobre o assunto.A Merck Sharp & Dohme lamenta a decisão da Anvisa de interrupção da comercialização do Arcoxia de 120 mg. A empresa afirma que a medida não reflete estudos que comprovam o perfil favorável de risco-benefício do medicamento.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Qual é o segredo da longevidade?

José Medina, 112, parou de beber aos 106. De vez em quando, ainda toma "um puro" (aguardente), mas não mais de um por dia. Fuma, mas muito menos do que quando "era jovem" -ali pelos 70 anos. Aos 112, não conseguiu largar o chamico, cigarro feito com uma erva alucinógena.Medina vive em Vilcabamba, um povoado com cerca de 4.000 habitantes no interior do Equador ( 650 km ao sul da capital, Quito) que a paranóia pela vida saudável ainda não encontrou. As condições sanitárias do local são um desastre -na maioria das casas, não há esgoto nem água encanada. Seus habitantes fumam, bebem álcool, comem muito sal, tomam muito café, usam drogas. E são um dos povos com maior proporção de pessoas centenárias no mundo -cerca de dez vezes mais do que a média. Centenários e saudáveis. Por ali, é comum encontrar idosos de 110, 120 anos. Lêem sem óculos, conservam os dentes originais. A maioria ainda trabalha e tem vida sexual ativa. Os cabelos ficam brancos quando chega a idade, mas depois voltam à cor natural, sem explicação. E, ao contrário da maioria dos lugares do mundo, os homens vivem mais do que as mulheres."Alguma coisa estranha acontece em Vilcabamba", diz o médico e escritor argentino Ricardo Coler, um entre tantos profissionais que foram à cidade em busca de uma explicação. Sobre o mistério, ele escreveu "Eterna Juventud - Vivir 120 Años" (editora Planeta, sem previsão de lançamento no Brasil), em que relata histórias como a de José Medina.São várias as teorias que tentam explicar a longevidade saudável dos habitantes de Vilcabamba. Cientistas americanos afirmaram que era a composição da água que bebem. Franceses atribuíram o fato ao clima da região. Outros dizem que é o ar, a alimentação saudável à base de milho, batata, vegetais e pouca carne ou a vida tranqüila. Nenhuma explicação foi comprovada até hoje."Estudei a água de Vilcabamba, e sua composição se parece bastante com a água que se bebe em Buenos Aires", diz Coler, que também exclui a possibilidade de a longevidade ser genética. "Até os cachorros vivem mais, cerca de 25 anos. Ninguém descobriu a causa, senão já estaria rico."
O problema é que Vilcabamba carrega em si uma contradição. Apesar de viverem 120 anos e de não ficarem doentes, a conduta de seu povo está distante de ser regrada e a preocupação com a saúde passa longe de suas roças, puros e chamicos. O chamico é uma planta tóxica e alucinógena, também chamada de erva do diabo, que antigamente era usada por xamãs e indicada para acalmar dores fortes, como a do parto. "Seus primeiros efeitos podem ser comparados com os da maconha; depois de algumas tragadas, somam-se os da cocaína", explica Coler. "Traz alucinações, pensamentos fantásticos, perda de memória, excitação e fúria." Em Vilcabamba, virou hábito diário."Aos amantes da virtude é insuportável que os vilcabambenses vivam mais tempo e em melhores condições que os que não têm vícios. Parece injusto", afirma Coler. "Nada do que eles fazem é recomendável."Um médico que foi estudar aquele povoado saiu de lá sem grandes conclusões e a única mensagem que deixou para aqueles senhores foi: "Não comam sal". Os longevos, é claro, ignoraram o conselho.Como agir sem regras a seguir? É difícil, acredita Coler, numa época em que a medicina ocupa um lugar muito parecido com o que já teve a igreja. "Se você segue suas vontades, paga com a doença. Sempre estão o castigando com o que você faz. Quem pode discutir hoje um conselho médico? Se a medicina diz, é verdade."
O médico está menos preocupado em encontrar a razão para a longevidade dos cidadãos de Vilcabamba do que em buscar fundamentos para a sua idéia da velhice como uma doença, entre tantas outras."Dizer que é normal e que todo mundo envelhece, mesmo que não pareça, é uma forma de pensar. Uma posição filosófica". Parece que em Vilcabamba há uma espécie de antídoto que produz uma melhora."Ele cita estudos que determinam que há cerca de dez causas de ordem molecular que provocam envelhecimento e sobre as quais em algum momento será possível atuar."Então os 120 anos que até agora são um limite podem se converter em 150. Velhice e morte deixarão de ser palavras absolutas", acredita.Em Vilcabamba, conta Coler, as pessoas não sofrem durante anos com doenças. Um dia, sentem-se mal e morrem. "Gostaria que meu pai pudesse ter tido uma velhice como a de um deles. Seria bom se todos os problemas da idade não se estendessem, se juntassem por um período curto no final da vida", afirma Coler, que, enquanto conhecia os saudáveis idosos equatorianos, tinha que administrar as idas ao hospital e as enfermeiras dos pais, "apenas" octogenários, mas doentes e dependentes.Para ele, quando -e se- a fórmula da fonte da juventude do povoado equatoriano for descoberta, talvez ela até possa ser distribuída. Mas, enquanto a água ou o ar vilcabambenses não chegam pelo correio, é melhor prevenir."O que hoje funciona é a prevenção. Mas prevenir muito tem algo de perverter um pouco", escreve Coler. "Tomara que em Vilcabamba exista outra possibilidade, a de viver mais sem se mortificar tanto."
[...] APENAS COMER 30% MENOS DO QUE DEVERIA GARANTE VIDA MAIS LONGA, DIZ O MÉDICO E ESCRITOR RICARDO COLER; OS LONGEVOS SÃO SEMPRE GENTE MAGRINHA
ADRIANA KÜCHLERDE, de BUENOS AIRES
O problema é que Vilcabamba carrega em si uma contradição. Apesar de viverem 120 anos e de não ficarem doentes, a conduta de seu povo está distante de ser regrada e a preocupação com a saúde passa longe de suas roças, puros e chamicos. O chamico é uma planta tóxica e alucinógena, também chamada de erva do diabo, que antigamente era usada por xamãs e indicada para acalmar dores fortes, como a do parto. "Seus primeiros efeitos podem ser comparados com os da maconha; depois de algumas tragadas, somam-se os da cocaína", explica Coler. "Traz alucinações, pensamentos fantásticos, perda de memória, excitação e fúria." Em Vilcabamba, virou hábito diário."Aos amantes da virtude é insuportável que os vilcabambenses vivam mais tempo e em melhores condições que os que não têm vícios. Parece injusto", afirma Coler. "Nada do que eles fazem é recomendável."Um médico que foi estudar aquele povoado saiu de lá sem grandes conclusões e a única mensagem que deixou para aqueles senhores foi: "Não comam sal". Os longevos, é claro, ignoraram o conselho.Como agir sem regras a seguir? É difícil, acredita Coler, numa época em que a medicina ocupa um lugar muito parecido com o que já teve a igreja. "Se você segue suas vontades, paga com a doença. Sempre estão o castigando com o que você faz. Quem pode discutir hoje um conselho médico? Se a medicina diz, é verdade."
O médico está menos preocupado em encontrar a razão para a longevidade dos cidadãos de Vilcabamba do que em buscar fundamentos para a sua idéia da velhice como uma doença, entre tantas outras."Dizer que é normal e que todo mundo envelhece, mesmo que não pareça, é uma forma de pensar. Uma posição filosófica". Parece que em Vilcabamba há uma espécie de antídoto que produz uma melhora."Ele cita estudos que determinam que há cerca de dez causas de ordem molecular que provocam envelhecimento e sobre as quais em algum momento será possível atuar."Então os 120 anos que até agora são um limite podem se converter em 150. Velhice e morte deixarão de ser palavras absolutas", acredita.Em Vilcabamba, conta Coler, as pessoas não sofrem durante anos com doenças. Um dia, sentem-se mal e morrem. "Gostaria que meu pai pudesse ter tido uma velhice como a de um deles. Seria bom se todos os problemas da idade não se estendessem, se juntassem por um período curto no final da vida", afirma Coler, que, enquanto conhecia os saudáveis idosos equatorianos, tinha que administrar as idas ao hospital e as enfermeiras dos pais, "apenas" octogenários, mas doentes e dependentes.Para ele, quando -e se- a fórmula da fonte da juventude do povoado equatoriano for descoberta, talvez ela até possa ser distribuída. Mas, enquanto a água ou o ar vilcabambenses não chegam pelo correio, é melhor prevenir."O que hoje funciona é a prevenção. Mas prevenir muito tem algo de perverter um pouco", escreve Coler. "Tomara que em Vilcabamba exista outra possibilidade, a de viver mais sem se mortificar tanto."
[...] APENAS COMER 30% MENOS DO QUE DEVERIA GARANTE VIDA MAIS LONGA, DIZ O MÉDICO E ESCRITOR RICARDO COLER; OS LONGEVOS SÃO SEMPRE GENTE MAGRINHA
ADRIANA KÜCHLERDE, de BUENOS AIRES
Frase do dia
"O século 19 foi o século dos antibióticos, o século 20, o das doenças cardiovasculares e do câncer, e o 21 é o da longevidade".
RICARDO COLER
RICARDO COLER
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Festa de Natal
Dia 19 de dezembro vamos comemorar mais um Natal com nossos familiares, amigos e colegas no Residencial Sênior. Este ano temos muito a celebrar, casa está de cara nova, o atendimento está de primeira linha e a equipe mais afiada do que nunca. Foi um ano de grandes lições e desafios, e também de notáveis realizações... Esperamos que 2009 seja tão produtivo e alegre quanto 2008, e que possamos realizar nossos sonhos e transformar o Residencial Sênior em um centro de referência da terceira idade em Belo Horizonte.
Este ano apresentaremos uma atração muito especial: Nossa gerontóloga Suzana Macedo dará a aula inaugural da Dança Sênior, que entrará para a nossa grade de cursos em 2009.
Estamos programando uma festa bem animada. Contamos com a presença de todos... E um Feliz Natal!!!
Este ano apresentaremos uma atração muito especial: Nossa gerontóloga Suzana Macedo dará a aula inaugural da Dança Sênior, que entrará para a nossa grade de cursos em 2009.
Estamos programando uma festa bem animada. Contamos com a presença de todos... E um Feliz Natal!!!
Brasil é 7º em ranking de satisfação com a vida na América Latina
O Brasil ficou em 7º lugar em um ranking que mede a satisfação com a vida entre os moradores de 23 países da América Latina e Caribe feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
18 nov 2008 - Com pontuação de 6,2 (em uma escala de 1 a 10), o Brasil divide a 7ª posição com a Colômbia e a Jamaica. Os resultados estão em um estudo lançado como parte da série Desenvolvimento nas Américas, neste ano intitulada Além dos fatos: compreendendo a qualidade de vida. O país com o maior nível de satisfação com a vida na região foi a Costa Rica, com 7,4. O último do ranking foi o Haiti, com 3,8.
O Brasil ficou acima da média da região da América Latina e Caribe, de 5,8. De acordo com os dados globais do BID, a América do Norte é a região com maior satisfação, com 7,5. A África Subsaariana tem o pior nível de satisfação, de 4,2.
Os resultados foram calculados com base nos dados da Pesquisa Mundial 2007 do Instituto Gallup, em que foram entrevistadas mais de 40 mil pessoas com mais de 15 anos na América Latina e no Caribe, entre novembro de 2005 e dezembro de 2007. A margem de erro das pesquisas é de 3,1% a 5,1% e varia de acordo com cada país.
O estudo também utilizou informações complementares encomendadas diretamente pelo BID. Os entrevistados responderam a perguntas sobre sua avaliação de aspectos como qualidade da educação, atendimento de saúde, moradia e emprego.
Educação e emprego
Segundo o BID, o estudo revela que "as percepções das pessoas sobre educação e emprego na região podem diferir amplamente da realidade".
Quando analisado o nível de satisfação especificamente em relação ao emprego, o Brasil ocupa a 4ª posição, com percentual de 89,2% de pessoas satisfeitas, atrás apenas de Guatemala (93,6%), Costa Rica (92,9%) e Venezuela (90,6%).
De acordo com o BID, "81% dos cidadãos da América Latina e Caribe estão satisfeitos com seus empregos, apesar de um quarto da população da região não ganhar o suficiente para sair da pobreza e de a informalidade ter aumentado nos últimos anos".
Segundo o estudo, o que importa para a maioria das pessoas entrevistadas na região é o reconhecimento de seu trabalho e a flexibilidade no emprego, mais do que previdência social ou outros benefícios trabalhistas.
Em relação à educação, o Brasil aparece entre as últimas posições, com 64% de pessoas satisfeitas, mesmo percentual da Guatemala e do Equador, abaixo da média da região, de 70%. A Costa Rica ocupa a primeira posição, com 85% de satisfação. O Haiti é o último, com 43%.
Segundo o estudo, a maioria dos latino-americanos está satisfeita com a educação pública, apesar de os estudantes da região ficarem atrás das nações desenvolvidas e da Ásia em testes internacionais de avaliação.
O documento revela ainda que 83% das pessoas entrevistadas no Brasil estão satisfeitas com suas condições de moradia, mesmo percentual registrado na Colômbia e em El Salvador e semelhante à média da região, de 80%, mas bem abaixo do primeiro colocado, a Guatemala, com 90%
Na região, conforme o estudo, "quatro em cada cinco pessoas estão satisfeitas com suas casas e cidades". No entanto, diz o BID, "60%, o maior percentual entre todas as regiões do mundo, sentem-se inseguras ao caminhar sozinhas à noite".
Crescimento rápido pode reduzir satisfação com a vida, diz BID
Segundo o documento, há um paradoxo, e quanto mais rápido um país cresce, mais rapidamente crescem as expectativas de consumo e status econômico e social de seus habitantes.
Conforme o estudo, as mudanças aceleradas na economia, e não apenas o nível de renda ou de consumo, acabam afetando o nível de satisfação no curto prazo.
“No geral, os latino-americanos estão satisfeitos com sua vida, mas é interessante notar que as pessoas de alguns dos países mais pobres são as mais otimistas, enquanto cidadãos de alguns dos países mais desenvolvidos são os mais pessimistas”, diz o presidente do BID, Luis Alberto Moreno.
"Não é surpresa que as pessoas com renda mais alta sejam mais satisfeitas com a vida do que as de renda mais baixa, mas o crescimento econômico, na verdade, produz descontentamento em vez de uma felicidade maior, pelo menos no curto prazo", afirma.
O documento revela que a satisfação em países com altas taxas de crescimento nos últimos anos, como Trinidad e Tobago, Chile, Peru e Equador, é menor do que em países cujas economias apresentaram pouco crescimento, como Guiana, El Salvador, Paraguai e Guatemala.
De acordo com o BID, "países da região com alta renda per capita, como Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, apresentaram níveis moderados de satisfação com a vida, ficando atrás de países com renda per capita mais baixa, como Guatemala, Colômbia e Jamaica".
O BID afirma que, "individualmente, os cidadãos pobres de todos os países declararam níveis mais altos de satisfação com educação, moradia, emprego e saúde, o que é uma indicação de que eles podem ter aspirações mais baixas do que os ricos".
Governos
"Governos que centram suas políticas exclusivamente no crescimento tendem a perder apoio no longo prazo se não responderem às expectativas mais elevadas que acompanham o crescimento, em áreas que vão de educação e saúde à distribuição de renda", diz o economista-chefe do BID e coordenador do estudo, Eduardo Lora.
Segundo Lora, "a dificuldade está em responder a essas demandas sem sufocar o crescimento".
O BID afirma que apesar de alguns dos fatores que afetam a satisfação das pessoas oferecerem pouco espaço de ação de políticas públicas, como relações familiares, amizades e crenças religiosas, outros podem ser alvo de políticas governamentais.
“Este relatório pode ser um excelente recurso para os governos da região que agora enfrentam decisões difíceis de cortes de gastos, porque a crise financeira está reduzindo o crescimento econômico e prejudicando a arrecadação tributária”, diz Moreno.
O estudo é parte da série Desenvolvimento nas Américas, que neste ano é intitulada Além dos fatos: compreendendo a qualidade de vida e revela níveis "relativamente altos" de satisfação na América Latina e Caribe em comparação com outras regiões.
Os resultados foram calculados com base em dados da Pesquisa Mundial 2007 do Instituto Gallup, em que foram entrevistadas mais de 40 mil pessoas com mais de 15 anos na América Latina e no Caribe, entre novembro de 2005 e dezembro de 2007. A margem de erro dessa pesquisa é de 3,1% a 5,1% e varia de acordo com cada país.
O estudo também utilizou informações complementares encomendadas pelo BID. Os entrevistados responderam a perguntas sobre aspectos como qualidade da educação, atendimento de saúde, moradia e emprego.
18 nov 2008 - Com pontuação de 6,2 (em uma escala de 1 a 10), o Brasil divide a 7ª posição com a Colômbia e a Jamaica. Os resultados estão em um estudo lançado como parte da série Desenvolvimento nas Américas, neste ano intitulada Além dos fatos: compreendendo a qualidade de vida. O país com o maior nível de satisfação com a vida na região foi a Costa Rica, com 7,4. O último do ranking foi o Haiti, com 3,8.
O Brasil ficou acima da média da região da América Latina e Caribe, de 5,8. De acordo com os dados globais do BID, a América do Norte é a região com maior satisfação, com 7,5. A África Subsaariana tem o pior nível de satisfação, de 4,2.
Os resultados foram calculados com base nos dados da Pesquisa Mundial 2007 do Instituto Gallup, em que foram entrevistadas mais de 40 mil pessoas com mais de 15 anos na América Latina e no Caribe, entre novembro de 2005 e dezembro de 2007. A margem de erro das pesquisas é de 3,1% a 5,1% e varia de acordo com cada país.
O estudo também utilizou informações complementares encomendadas diretamente pelo BID. Os entrevistados responderam a perguntas sobre sua avaliação de aspectos como qualidade da educação, atendimento de saúde, moradia e emprego.
Educação e emprego
Segundo o BID, o estudo revela que "as percepções das pessoas sobre educação e emprego na região podem diferir amplamente da realidade".
Quando analisado o nível de satisfação especificamente em relação ao emprego, o Brasil ocupa a 4ª posição, com percentual de 89,2% de pessoas satisfeitas, atrás apenas de Guatemala (93,6%), Costa Rica (92,9%) e Venezuela (90,6%).
De acordo com o BID, "81% dos cidadãos da América Latina e Caribe estão satisfeitos com seus empregos, apesar de um quarto da população da região não ganhar o suficiente para sair da pobreza e de a informalidade ter aumentado nos últimos anos".
Segundo o estudo, o que importa para a maioria das pessoas entrevistadas na região é o reconhecimento de seu trabalho e a flexibilidade no emprego, mais do que previdência social ou outros benefícios trabalhistas.
Em relação à educação, o Brasil aparece entre as últimas posições, com 64% de pessoas satisfeitas, mesmo percentual da Guatemala e do Equador, abaixo da média da região, de 70%. A Costa Rica ocupa a primeira posição, com 85% de satisfação. O Haiti é o último, com 43%.
Segundo o estudo, a maioria dos latino-americanos está satisfeita com a educação pública, apesar de os estudantes da região ficarem atrás das nações desenvolvidas e da Ásia em testes internacionais de avaliação.
O documento revela ainda que 83% das pessoas entrevistadas no Brasil estão satisfeitas com suas condições de moradia, mesmo percentual registrado na Colômbia e em El Salvador e semelhante à média da região, de 80%, mas bem abaixo do primeiro colocado, a Guatemala, com 90%
Na região, conforme o estudo, "quatro em cada cinco pessoas estão satisfeitas com suas casas e cidades". No entanto, diz o BID, "60%, o maior percentual entre todas as regiões do mundo, sentem-se inseguras ao caminhar sozinhas à noite".
Crescimento rápido pode reduzir satisfação com a vida, diz BID
Segundo o documento, há um paradoxo, e quanto mais rápido um país cresce, mais rapidamente crescem as expectativas de consumo e status econômico e social de seus habitantes.
Conforme o estudo, as mudanças aceleradas na economia, e não apenas o nível de renda ou de consumo, acabam afetando o nível de satisfação no curto prazo.
“No geral, os latino-americanos estão satisfeitos com sua vida, mas é interessante notar que as pessoas de alguns dos países mais pobres são as mais otimistas, enquanto cidadãos de alguns dos países mais desenvolvidos são os mais pessimistas”, diz o presidente do BID, Luis Alberto Moreno.
"Não é surpresa que as pessoas com renda mais alta sejam mais satisfeitas com a vida do que as de renda mais baixa, mas o crescimento econômico, na verdade, produz descontentamento em vez de uma felicidade maior, pelo menos no curto prazo", afirma.
O documento revela que a satisfação em países com altas taxas de crescimento nos últimos anos, como Trinidad e Tobago, Chile, Peru e Equador, é menor do que em países cujas economias apresentaram pouco crescimento, como Guiana, El Salvador, Paraguai e Guatemala.
De acordo com o BID, "países da região com alta renda per capita, como Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, apresentaram níveis moderados de satisfação com a vida, ficando atrás de países com renda per capita mais baixa, como Guatemala, Colômbia e Jamaica".
O BID afirma que, "individualmente, os cidadãos pobres de todos os países declararam níveis mais altos de satisfação com educação, moradia, emprego e saúde, o que é uma indicação de que eles podem ter aspirações mais baixas do que os ricos".
Governos
"Governos que centram suas políticas exclusivamente no crescimento tendem a perder apoio no longo prazo se não responderem às expectativas mais elevadas que acompanham o crescimento, em áreas que vão de educação e saúde à distribuição de renda", diz o economista-chefe do BID e coordenador do estudo, Eduardo Lora.
Segundo Lora, "a dificuldade está em responder a essas demandas sem sufocar o crescimento".
O BID afirma que apesar de alguns dos fatores que afetam a satisfação das pessoas oferecerem pouco espaço de ação de políticas públicas, como relações familiares, amizades e crenças religiosas, outros podem ser alvo de políticas governamentais.
“Este relatório pode ser um excelente recurso para os governos da região que agora enfrentam decisões difíceis de cortes de gastos, porque a crise financeira está reduzindo o crescimento econômico e prejudicando a arrecadação tributária”, diz Moreno.
O estudo é parte da série Desenvolvimento nas Américas, que neste ano é intitulada Além dos fatos: compreendendo a qualidade de vida e revela níveis "relativamente altos" de satisfação na América Latina e Caribe em comparação com outras regiões.
Os resultados foram calculados com base em dados da Pesquisa Mundial 2007 do Instituto Gallup, em que foram entrevistadas mais de 40 mil pessoas com mais de 15 anos na América Latina e no Caribe, entre novembro de 2005 e dezembro de 2007. A margem de erro dessa pesquisa é de 3,1% a 5,1% e varia de acordo com cada país.
O estudo também utilizou informações complementares encomendadas pelo BID. Os entrevistados responderam a perguntas sobre aspectos como qualidade da educação, atendimento de saúde, moradia e emprego.
Resposabilidades
Uma octogenária contou-me um fato de dias atrás. Cansada de ficar por mais de uma hora na fila para comprar ingressos, assumiu sua longevidade e aproximou-se da bilheteria, justificando-se: "Desculpem-me, mas, como idosa, tenho prioridade na compra". Imediatamente, em meio ao burburinho, uma voz anônima: "Essa terceira idade tinha mesmo é que ficar em casa!". Calmamente, conferiu seu troco, olhou para o grupo e, em voz convicta, concluiu: "Calma, meus queridos, com boa vontade vocês também chegarão aonde cheguei". Um silêncio respeitoso permitiu ouvir seus passos em direção ao teatro. Esse é um bom exemplo de situações cada vez mais freqüentes, nas quais, em vez de esperar pela condescendência dos mais jovens, o idoso reconhece seus direitos e os reivindica explicitamente.
Paradoxalmente, porém, muitos me responderam com surpresa sobre sua intenção de voto: "Depois dos 70 anos, não sou mais obrigado a votar!". A participação eleitoral é um dos bons exemplos desse novo paradigma: em Vitória da Conquista , uma candidata à vereadora com 99 anos comprovados (embora afirme já ter completado 104) disputou com outros candidatos bem mais jovens, entre os quais seu filho. Paralelamente, entre os 29 milhões de eleitores de São Paulo, mais de 6% têm 70 anos ou mais, o que resulta em quase dois milhões de votos. Se bem utilizados, poderiam escolher os candidatos efetivamente comprometidos com ações eficazes para quem quer envelhecer com qualidade de vida.
Outra situação exemplar é a doação de sangue. Essa questão me incomodou quando, anos atrás, fui veementemente questionado por uma cliente que fora impedida de fazê-lo por ter mais de 60 anos. Numa combinação de ira e indignação, perguntou como era possível que fosse tão saudável, como eu afirmava a cada consulta, e, ao mesmo tempo, não pudesse doar sangue para o filho.Voltamos à recepção do banco de sangue e descobrimos que o impedimento não tem bases científicas nem legais. Há apenas uma recomendação do Ministério da Saúde para que os doadores com 60 anos ou mais portem uma autorização médica. Redigi ali mesmo o documento que lhe garantiu o direito de participar efetivamente do tratamento do seu filho.
Essas situações mostram uma nova forma de atuação social de quem envelhece, decorrente de aspirações que precisam ser mais bem acolhidas pela comunidade, que deverá criar condições favoráveis para a sua implementação. Muitos idosos reclamaram das dificuldades para chegar à sua seção eleitoral.Vivemos, pois, um momento histórico na relação entre direitos adquiridos e as suas conseqüentes responsabilidades. Se realmente desejamos a progressiva inclusão do idoso na comunidade, não podemos aceitar critérios exclusivamente etários que limitem a capacidade de exercer plenamente a sua cidadania.
Por WILSON JACOB FILHO , professor da Faculdade de Medicina da USP, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas (SP) e autor de "Atividade Física e Envelhecimento Saudável" (ed. Atheneu).
Paradoxalmente, porém, muitos me responderam com surpresa sobre sua intenção de voto: "Depois dos 70 anos, não sou mais obrigado a votar!". A participação eleitoral é um dos bons exemplos desse novo paradigma: em Vitória da Conquista , uma candidata à vereadora com 99 anos comprovados (embora afirme já ter completado 104) disputou com outros candidatos bem mais jovens, entre os quais seu filho. Paralelamente, entre os 29 milhões de eleitores de São Paulo, mais de 6% têm 70 anos ou mais, o que resulta em quase dois milhões de votos. Se bem utilizados, poderiam escolher os candidatos efetivamente comprometidos com ações eficazes para quem quer envelhecer com qualidade de vida.
Outra situação exemplar é a doação de sangue. Essa questão me incomodou quando, anos atrás, fui veementemente questionado por uma cliente que fora impedida de fazê-lo por ter mais de 60 anos. Numa combinação de ira e indignação, perguntou como era possível que fosse tão saudável, como eu afirmava a cada consulta, e, ao mesmo tempo, não pudesse doar sangue para o filho.Voltamos à recepção do banco de sangue e descobrimos que o impedimento não tem bases científicas nem legais. Há apenas uma recomendação do Ministério da Saúde para que os doadores com 60 anos ou mais portem uma autorização médica. Redigi ali mesmo o documento que lhe garantiu o direito de participar efetivamente do tratamento do seu filho.
Essas situações mostram uma nova forma de atuação social de quem envelhece, decorrente de aspirações que precisam ser mais bem acolhidas pela comunidade, que deverá criar condições favoráveis para a sua implementação. Muitos idosos reclamaram das dificuldades para chegar à sua seção eleitoral.Vivemos, pois, um momento histórico na relação entre direitos adquiridos e as suas conseqüentes responsabilidades. Se realmente desejamos a progressiva inclusão do idoso na comunidade, não podemos aceitar critérios exclusivamente etários que limitem a capacidade de exercer plenamente a sua cidadania.
Por WILSON JACOB FILHO , professor da Faculdade de Medicina da USP, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas (SP) e autor de "Atividade Física e Envelhecimento Saudável" (ed. Atheneu).
Marcadores:
depoimento,
Inspiração,
legislação
Assinar:
Comentários (Atom)