Humanizar o atendimento não é apenas chamar a paciente pelo nome, nem ter um sorriso nos lábios constantemente mas, além disso, também compreender seus medos, angústias, incertezas dando-lhe apoio e atenção permanente.
Humanizar também é, além do atendimento fraterno e humano, procurar aperfeiçoar os conhecimentos continuadamente e valorizar, no sentido antropológico e emocional, todos elementos implicados no evento assistencial. Na realidade, a Humanização do atendimento, seja em saúde ou não, deve valorizar o respeito afetivo ao outro, deve prestigiar a melhoria na vida de relação entre pessoas em geral.
1 . Aprimorar o conhecimento científico continuadamente é uma conseqüência do interesse e competência. Entretanto, o conhecimento continuamente adquirido deve ser o mais global possível, objetivando sempre atender as necessidades gerais dos pacientes, ao invés de se limitar exclusivamente à questão física ou específica da especialidade.
2 . Aliviar sempre que possível, controlar a dor e atender as queixas físicas e emocionais. A atenção emocional diz respeito à compreensão sensível das queixas do paciente, mesmo que estas não tenham base fisiopatológica ou anatômica. O que está em questão não são os limites dos livros de fisiopatologia, mas sim, a representação da realidade pelo paciente, suas vivências e seu estado existencial atual. O alívio global do paciente nem sempre se proporciona exclusivamente com analgésicos ou outras intervenções técnicas. Para o conforto global é imprescindível o bem estar afetivo, o qual pode envolver a companhia constante de familiares, a atuação de terapeutas, uso de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos e outros recursos psicoterápicos e ocupacionais necessários.
3. Oferecer informações sobre a doença, prognóstico e tratamento. Os profissionais da saúde não devem economizar palavras ou qualquer outra forma de comunicação. O silêncio do profissional é uma das mais importantes queixas dos pacientes e familiares em relação ao mau atendimento. Diante de um profissional calado e silencioso o paciente pode fantasiar para pior o seu estado de saúde, agravando assim seu estado emocional e, conseqüentemente, orgânico. As dúvidas e a carência de informações são as principais causas de não aderência ao tratamento e de procedimentos incorretos por parte dos pacientes, familiares e/ou cuidadores. A falta de diálogo com o profissional da saúde pode ser iatrogênico.
4. Respeitar o modo e a qualidade de vida do paciente. O tratamento médico deve, prioritariamente, ser uma atitude que visa melhorar a qualidade de vida do paciente, portanto, qualquer limitação ao seu estilo de vida imposta pelo tratamento deve ser evitada (desde que o estilo de vida em questão não seja o objeto do tratamento, como por exemplo, alcoolismo).
Alguns profissionais costumam ser insensíveis à esses valores, priorizando seus tratamentos em detrimento da qualidade de vida do paciente. Eles exigem que o paciente seja adequado ao tratamento e não ao contrário, o que seria desejável. Um exemplo disso, ocorre constantemente em Instituições de Saúde, cujas enfermeiras acordam os pacientes em sono profundo, às 23 horas, para tomarem o medicamento (sonífero) para dormir.
5. Respeitar a privacidade (e dignidade) do paciente. Tem sido tênue os limites entre tudo o que o paciente deve se submeter para melhorar e facilitar o trabalho do médico ou profissional de saúde e aquilo que o profissional quer que o paciente faça apenas para seu conforto e comodidade. Existem em determinados hospitais algumas roupas padronizadas para pacientes que aniquilam totalmente sua dignidade, deixando à mostra sua intimidade para pessoas que nem estão envolvidas na questão do diagnóstico e tratamento.
6. Compreender a importância de se oferecer ao paciente um suporte emocional adequado. É alta a porcentagem de pessoas que pioram o quadro e as queixas depois de conversarem com profissionais da saúde, quando a conversa é destituída da sensibilidade necessária ao bem estar emocional e afetivo do paciente. Essa frigidez emocional, comum em ambientes que deveriam confortar, pode resultar em agravamento dos sintomas, desenvolvimento de depressão e ansiedade que comprometem enormemente a recuperação.
Para o suporte emocional é importante favorecer algumas preferências do paciente que não comprometem em nada o andamento do tratamento, como por exemplo, em relação aos acompanhantes, às visitas e outros hábitos costumeiros. Isso tudo, ou seja, a introdução de recursos mais próximos do cotidiano das pessoas, tais como músicas, vídeos, filmes, apresentações, atividades artísticas, lazer, etc, suaviza a característica fria da atenção à saúde e melhora o estado emocional.
7. A instituição deve oferecer condições de trabalho adequadas ao profissional de saúde. O grau de ansiedade, frustração e descontentamento do profissional (em qualquer área) tende a repercutir em seu trabalho. Há instituições de atendimento à saúde já consideradas humanizadas, porém, algumas vezes essa humanização diz respeito exclusivamente à melhorias da estrutura física dos prédios. Evidentemente que a estrutura física dos imóveis é bastante relevante, mas a humanização da instituição vai além disso. Quando a instituição não oferece condições satisfatórias para seus profissionais, há um risco bastante aumentado do atendimento não se processar satisfatoriamente. Também todo o sistema está envolvido. O sistema deve atender a instituição em suas necessidades básicas administrativas, físicas e humanas.
Ballone GJ - Humanização do Atendimento em Saúde, in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://www.virtualpsy.org/temas/humaniza.html>, 2004
Pesquisar este blog
quarta-feira, 15 de julho de 2009
HUMANIZ...AÇÃO!
Com a industrialização, as máquinas vêm invadindo as instituições hospitalares como sinônimo de alta tecnologia e cuidados avançados. Mas no que se refere à saúde, não se pode substituir o trabalho humano pelo mecânico. A enfermagem é cuidadora em sua essência e foi a primeira a profissionalizar o cuidado. O cuidado é o processo de saúde, de adoecimento, de invalidez, de empobrecimento, pois ele busca promover, manter ou recuperar a dignidade e totalidade humana.Para que haja um avanço nas discussões sobre o cuidado, é necessário que o trabalhador adote a postura de colocar-se no lugar do ser que é cuidado para sentir quais são suas reais necessidades, e que o contexto familiar e institucional sejam reorganizados, garantindo conforto, resolutividade e atendimento humanizado para os protagonistas do cuidado, seres que cuidam e seres que são cuidados. Há muito que se pensar, eis aqui mais um desafio a ser enfrentado pelos “profissionais da saúde”em busca de deixar para trás qualquer vestígio da presença dos “profissionais da doença”.
Humanização não se faz apenas afixando placas - "aqui praticamos humanização"; não basta apenas dizer devemos tratar os pacientes com respeito e nem discutir melhoria nas condições de trabalho. É essencial que cada um de nós faça a sua parte. A responsabilidade pela prática da humanização é de todos.
A humanização é daquelas condições que pertencem às coisas que se deve praticar continuamente. Neste ponto, ela se aproxima muito da justiça, que precisa ser exigida frente à injustiça. Humanização, sem ciência, é improdutiva e ciência, sem humanização, é cruel. Ações denominadas como humanizadas são as que aplicam conhecimento e capacitação por meio de atitudes que aprovaríamos para nós mesmos. Humanização no Cuidar, também como se cuidássemos de nós mesmos. O equilíbrio dos binômios humanização na assistência, humanização e ciência, deve ser objeto de um auto-questionamento diário.
Bengalas e andadores ajudam idosos, mas podem causar quedas feias
Segundo os pesquisadores do Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, nos Estados Unidos, mais de 40 mil lesões ocorrem anualmente por conta de bengalas, andadores e outros dispositivos que deveriam ajudar as pessoas no dia-a-dia. As lesões mais comuns são as fraturas e contusões. Os dados analisados vieram de uma amostra representativa de 66 serviços de emergência daquele país.
Embora as quedas associadas às bengalas e andadores sejam uma pequena fração do número de acidentes, esses tendem a serem mais graves. Das vítimas dessas quedas, 33% precisam ficar internadas. As mulheres têm uma chance quase duas vezes maior de sofrer esse tipo de acidente.
Quando avaliados em separado, os andadores estão mais ligados aos acidentes do que as bengalas. Os especialistas acreditam que as pessoas que precisam de andadores podem ser mais frágeis e com menor força física, aumentando o risco. As lesões mais frequentes atingem a parte baixa do tórax, seguidas das lesões na cabeça.
Essa pesquisa aponta para a necessidade de oferecer tratamento especializado aos pacientes que Irão precisar desses aparelhos. Fisioterapeutas deveriam poder se dedicar a ensinar aos pacientes o uso adequado de bengalas e andadores. Em uma sociedade que está envelhecendo como a nossa, esses dispositivos se tornarão cada vez mais comuns.
Os acidentes com os idosos têm repercussão nos custos gerais da saúde, e aqueles evitáveis podem poupar vidas e recursos.
Por Luis Fernando Correia, médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.
Embora as quedas associadas às bengalas e andadores sejam uma pequena fração do número de acidentes, esses tendem a serem mais graves. Das vítimas dessas quedas, 33% precisam ficar internadas. As mulheres têm uma chance quase duas vezes maior de sofrer esse tipo de acidente.
Quando avaliados em separado, os andadores estão mais ligados aos acidentes do que as bengalas. Os especialistas acreditam que as pessoas que precisam de andadores podem ser mais frágeis e com menor força física, aumentando o risco. As lesões mais frequentes atingem a parte baixa do tórax, seguidas das lesões na cabeça.
Essa pesquisa aponta para a necessidade de oferecer tratamento especializado aos pacientes que Irão precisar desses aparelhos. Fisioterapeutas deveriam poder se dedicar a ensinar aos pacientes o uso adequado de bengalas e andadores. Em uma sociedade que está envelhecendo como a nossa, esses dispositivos se tornarão cada vez mais comuns.
Os acidentes com os idosos têm repercussão nos custos gerais da saúde, e aqueles evitáveis podem poupar vidas e recursos.
Por Luis Fernando Correia, médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.
Marcadores:
fisioterapia,
quedas,
reabilitação
Pesquisa vincula transtorno de estresse pós-traumático a demência
Veteranos de guerra com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) apresentam quase o dobro do risco de desenvolver demência na comparação com veteranos que não sofrem do distúrbio. A conclusão é de pesquisa apresentada nesta segunda-feira (13) em reunião da Associação sobre Alzheimer, em Viena (Áustria). Trata-se do primeiro estudo a determinar vínculo entre a síndrome e problemas mentais posteriores.
Kristine Yaffe, da Universidade da Califórnia em São Francisco, analisou dados de 53.155 veteranos diagnosticados com estresse pós-traumático. A média de idade dos pacientes monitorados era de 69 anos. Mais de 10% dos veteranos com TEPT desenvolveram demência, comparados a 6,6% que não tinham o distúrbio. Mesmo quando foram considerados outros fatores de risco, como danos cerebrais e depressão, os veteranos com estresse pós-traumático ainda apresentavam quase o dobro do risco para demência.
“A grande questão a ser respondida é por que isso ocorre”, explica Ronald Petersen, pesquisador da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota. Alguns trabalhos já haviam associado o TEPT à diminuição do volume do hipocampo, a parte do cérebro envolvida com memória e resposta a estresse. O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência, caracterizada por perda de memória e de outras habilidades cognitivas, como fala, identificação de objetos ou raciocínio abstrato.
Da Reuters
Kristine Yaffe, da Universidade da Califórnia em São Francisco, analisou dados de 53.155 veteranos diagnosticados com estresse pós-traumático. A média de idade dos pacientes monitorados era de 69 anos. Mais de 10% dos veteranos com TEPT desenvolveram demência, comparados a 6,6% que não tinham o distúrbio. Mesmo quando foram considerados outros fatores de risco, como danos cerebrais e depressão, os veteranos com estresse pós-traumático ainda apresentavam quase o dobro do risco para demência.
“A grande questão a ser respondida é por que isso ocorre”, explica Ronald Petersen, pesquisador da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota. Alguns trabalhos já haviam associado o TEPT à diminuição do volume do hipocampo, a parte do cérebro envolvida com memória e resposta a estresse. O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência, caracterizada por perda de memória e de outras habilidades cognitivas, como fala, identificação de objetos ou raciocínio abstrato.
Da Reuters
Mel pode ajudar a combater infecções hospitalares, diz estudo
Um estudo realizado na Austrália mostrou que uma variedade de mel típica da Oceania pode ser um eficiente agente no tratamento de infecções de pele e no combate a infecções hospitalares.
Cientistas da Universidade de Sydney descobriram que o mel neo-zelandês conhecido como Manuka contém uma substância altamente tóxica para bactérias, chamada metilglioxal. "A superbactéria conhecida como MRSA, que é resistente a vários tipos de antibiótico e pode provocar várias infecções graves em hospitais, é altamente sucetível ao mel", explicou à BBC Dee Carter, um dos autores do estudo.
Segundo o cientista, em tese, o metilglioxal também seria tóxico aos seres humanos. "Mas há outras substâncias no mel que evitam que ele seja tóxico para as células humanas, ao mesmo tempo em que promove a destruição das bactérias", disse.
Propriedades probióticas
Os pesquisadores esperam que, no futuro, produtos esterilizados à base de mel possam substituir pomadas antibacterianas e anti-sépticas no tratamento de cortes, queimaduras, picadas de inseto e outras doenças de pele. Porém, Carter reconhece que ainda são necessários novos estudos para provar a médicos que o mel Manuka pode ser um poderoso medicamento alternativo. "Precisamos da ciência por trás disso, e é o que estamos fazendo. Médicos não querem ouvir falar de algo que pode soar como coisa de curandeiro. Eles querem algo com validação científica", disse.
Outros pesquisadores australianos acreditam que os benefícios do mel vão além do tratamento de problemas de pele. Estudos realizados no país examinaram as propriedades probióticas do alimento, que possui uma parcela de carboidratos que são "quebrados" no intestino delgado, enquanto o resto passa sem ser digerido até o intestino grosso. "Com o processo, esses açúcares estimulam o desenvolvimento de bactérias saudáveis no intestino, o que por sua vez ajuda a prevenir o acúmulo de toxinas", explicou à BBC a especialista em alimentos Rosie Stern.
Segundo ela, isso ajuda a evitar males como o câncer intestinal, a síndrome do intestino irritável, a doença de Crohn e a colite ulcerativa.
Cientistas da Universidade de Sydney descobriram que o mel neo-zelandês conhecido como Manuka contém uma substância altamente tóxica para bactérias, chamada metilglioxal. "A superbactéria conhecida como MRSA, que é resistente a vários tipos de antibiótico e pode provocar várias infecções graves em hospitais, é altamente sucetível ao mel", explicou à BBC Dee Carter, um dos autores do estudo.
Segundo o cientista, em tese, o metilglioxal também seria tóxico aos seres humanos. "Mas há outras substâncias no mel que evitam que ele seja tóxico para as células humanas, ao mesmo tempo em que promove a destruição das bactérias", disse.
Propriedades probióticas
Os pesquisadores esperam que, no futuro, produtos esterilizados à base de mel possam substituir pomadas antibacterianas e anti-sépticas no tratamento de cortes, queimaduras, picadas de inseto e outras doenças de pele. Porém, Carter reconhece que ainda são necessários novos estudos para provar a médicos que o mel Manuka pode ser um poderoso medicamento alternativo. "Precisamos da ciência por trás disso, e é o que estamos fazendo. Médicos não querem ouvir falar de algo que pode soar como coisa de curandeiro. Eles querem algo com validação científica", disse.
Outros pesquisadores australianos acreditam que os benefícios do mel vão além do tratamento de problemas de pele. Estudos realizados no país examinaram as propriedades probióticas do alimento, que possui uma parcela de carboidratos que são "quebrados" no intestino delgado, enquanto o resto passa sem ser digerido até o intestino grosso. "Com o processo, esses açúcares estimulam o desenvolvimento de bactérias saudáveis no intestino, o que por sua vez ajuda a prevenir o acúmulo de toxinas", explicou à BBC a especialista em alimentos Rosie Stern.
Segundo ela, isso ajuda a evitar males como o câncer intestinal, a síndrome do intestino irritável, a doença de Crohn e a colite ulcerativa.
Marcadores:
estudo,
medicamentos,
nutrição
Alzheimer: Marcador ajuda no diagnóstico precoce
O marcador florbetaben, da Bayer, ajudou a detectar a doença em 80% dos casos em um estudo ainda em fase 2. O novo marcador permite visualizar as placas beta-amiloide, associadas ao mal, em tomografias. O objetivo é diagnosticar a doença em um estágio mais precoce, já que, atualmente, ela é descoberta quando sintomas como a perda de memória estão avançados.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Orientações gerais sobre como se proteger da nova gripe
O que você pode fazer para diminuir seu risco de contrair ou transmitir a nova gripe? O método mais eficiente de prevenção é lavar suas mãos com água e sabão freqüentemente. O uso de álcool gel ou sprays de álcool gel sanitizante pode ser uma alternativa.
Cubra com as mãos sua boca e seu nariz quando tossir ou espirrar. Evite colocar as mão nos olhos, nariz e boca. Se você estiver com sintomas típicos de gripe, como febre acompanhada de tosse, dor de garganta, coriza, dores no corpo ou ainda náuseas e vômitos, fique em casa. A recomendação dos especialistas é que você permaneça em casa pelo menos por 7 dias apos o início do sintomas e que esteja sem sintomas pelo menos por 24 horas após esse prazo.
A transmissão acontece em distancias em torno de dois metros. Mantenha essa distancia como referência para contatos com pessoas que possam estar infectadas.
As máscaras cirúrgicas, que parecem ter se tornado quase um item de vestuário nesses tempos de nova gripe, merecem uma avaliação especial. Não existem evidências científicas de que o uso dessas máscaras, especialmente as comuns, diminua a transmissão do vírus influenza A H1N1. Eventualmente, pacientes sabidamente portadores dessa nova infecção podem utilizá-las quando em deslocamentos necessários para evitar a propagação do vírus.
Existem indicações específicas para a utilização de máscaras especiais por pessoas que trabalham em serviços de saúde e que estarão lidando com pacientes portadores do vírus. O uso de dessas máscaras, conhecidas como N95, depende de treinamento para o ajuste ideal e não está indicado para trabalhadores que não sejam da área da saúde mesmo quando em contato freqüente com o público.
Trabalhadores que lidam com público em geral e que sejam considerados como de alto risco para infecções virais devem avaliar sua transferência temporária para serviços onde não tenham que lidar com o público de maneira intensiva. As pessoas que têm alto risco de contrair a infecção pelo H1N1 são as mesmas que todo ano devem se precaver contra a gripe sazonal: crianças com menos de 5 anos e adultos com mais de 65 anos de idade; portadores de doenças crônicas como cardiopatias e doenças pulmonares e aquelas pessoas com doenças que podem diminuir sua capacidade imunológica.
Uma última palavra com relação às vacinas contra gripe. A vacina contra a gripe sazonal que foi recentemente alvo de campanha do governo não traz proteção contra a nova cepa de H1N1. A formulação de uma vacina específica é a meta da comunidade científica mundial, e acredita-se que até o fim de 2009 possam estar disponíveis suas primeiras versões.
Por Luis Fernando Correia, médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.
Cubra com as mãos sua boca e seu nariz quando tossir ou espirrar. Evite colocar as mão nos olhos, nariz e boca. Se você estiver com sintomas típicos de gripe, como febre acompanhada de tosse, dor de garganta, coriza, dores no corpo ou ainda náuseas e vômitos, fique em casa. A recomendação dos especialistas é que você permaneça em casa pelo menos por 7 dias apos o início do sintomas e que esteja sem sintomas pelo menos por 24 horas após esse prazo.
A transmissão acontece em distancias em torno de dois metros. Mantenha essa distancia como referência para contatos com pessoas que possam estar infectadas.
As máscaras cirúrgicas, que parecem ter se tornado quase um item de vestuário nesses tempos de nova gripe, merecem uma avaliação especial. Não existem evidências científicas de que o uso dessas máscaras, especialmente as comuns, diminua a transmissão do vírus influenza A H1N1. Eventualmente, pacientes sabidamente portadores dessa nova infecção podem utilizá-las quando em deslocamentos necessários para evitar a propagação do vírus.
Existem indicações específicas para a utilização de máscaras especiais por pessoas que trabalham em serviços de saúde e que estarão lidando com pacientes portadores do vírus. O uso de dessas máscaras, conhecidas como N95, depende de treinamento para o ajuste ideal e não está indicado para trabalhadores que não sejam da área da saúde mesmo quando em contato freqüente com o público.
Trabalhadores que lidam com público em geral e que sejam considerados como de alto risco para infecções virais devem avaliar sua transferência temporária para serviços onde não tenham que lidar com o público de maneira intensiva. As pessoas que têm alto risco de contrair a infecção pelo H1N1 são as mesmas que todo ano devem se precaver contra a gripe sazonal: crianças com menos de 5 anos e adultos com mais de 65 anos de idade; portadores de doenças crônicas como cardiopatias e doenças pulmonares e aquelas pessoas com doenças que podem diminuir sua capacidade imunológica.
Uma última palavra com relação às vacinas contra gripe. A vacina contra a gripe sazonal que foi recentemente alvo de campanha do governo não traz proteção contra a nova cepa de H1N1. A formulação de uma vacina específica é a meta da comunidade científica mundial, e acredita-se que até o fim de 2009 possam estar disponíveis suas primeiras versões.
Por Luis Fernando Correia, médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.
Assinar:
Postagens (Atom)