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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Fisioterapia prolonga a independência de idosos com Alzheimer e retarda progressão da doença

Pacientes com Alzheimer deveriam fazer fisioterapia desde o início do diagnóstico. A recomendação é da fisioterapeuta Eliane Mayumi Kato. Embora na fase leve a doença atinja apenas a parte cognitiva e comportamental do doente, a fisioterapia pode colaborar com a diminuição do avanço da doença. "Os exercícios podem minimizar quedas, danos motores e prolongar a independência dos pacientes", diz Eliane.Em pesquisa defendida recentemente na Faculdade de Medicina (FM) da USP, Eliane mostrou que a fisioterapia é importante para diminuir a progressão da doença. "Por meio de exercícios, a prática pode manter o paciente na mesma fase pelo maior tempo possível", explica. O treino das atividades do dia-a-dia, como subir a escada ou escovar os dentes, ajuda a melhorar o equilíbrio, diminuindo a dependência dos idosos. O fortalecimento muscular também ajuda na prevenção de quedas. Os fisioterapeutas também são importantes para orientar os cuidadores a fazer as adaptações necessárias na casa do paciente, como a instalação de barras de apoio no box do banheiro, a retirada de tapetes e uso de iluminação adequada para facilitar sua locomoção e diminuir os riscos de quedas. "Os idosos já possuem, normalmente, alterações de equilíbrio, mas naqueles que têm a doença de Alzheimer elas são ainda maiores" diz a fisioterapeuta.

Na fase mais avançada da doença, quando o paciente passa a maior parte do tempo restrito ao leito, a fisioterapia é importante tanto para orientar os cuidadores sobre como transferir corretamente os doentes na cama quanto para minimizar as complicações da síndrome do imobilismo. Entre as possíveis conseqüências desse problema estão o encurtamento dos músculos e a perda da força muscular, o surgimento de úlceras por pressão (escaras), trombose, prisão de ventre e pneumonia, entre outros. "A parte física costuma ficar esquecida no tratamento dessa doença", lembra Eliane, que recomenda atenção a atividades como a fisioterapia ou a terapia ocupacional, à atividade física orientada e à nutrição adequada. Ela também ressalta a importância de um trabalho dirigido aos médicos, para que eles também orientem adequadamente os pacientes e seus cuidadores.

Por Marina Almeida / Agência USP

Dispositivos auxiliares para idosos com a marcha comprometida

Existem três categorias de dispositivos deambulatórios auxiliares: bengalas, muletas, e andadores. Tais dispositivos auxiliares da marcha são prescritos por uma série de fatores, como problemas de equilíbrio, dor, fadiga, fraqueza, instabilidade articular, carga esquelética excessiva. Uma das funções dos dispositivos auxiliares é a eliminação da carga de modo parcial ou completo, sobre um segmento corpóreo, e isto se da pela transmissão da força dos membros superiores até o piso, pela pressão dirigida para baixo e exercida sobre o dispositivo auxiliar.

ANDADORES: O fisioterapeuta tem que estar preparado para recomendar um de quatro rodas rolador, que possibilita uma marcha natural ininterrupta e confere ao usuário da terceira idade maior grau de mobilidade independente, porem sua desvantagem é dentro de casa pela dificuldade nas manobras pelo espaço limitado. O andador sem nenhuma roda precisa ser levantado antes de cada passo , em desacordo com o ritmo normal e criando um momento de instabilidade, durante o qual o paciente idoso fica sem qualquer apoio.

BENGALAS: Usadas, preferencialmente, em condições que acometem apenas um membro inferior. Indicada para alívio do peso corporal de até 20% sobre um dos membros inferiores. Empunhada no membro superior contra-lateral ao membro inferior afetado. Pode ser recomendada uma bengala simples ou a quadrúpede ( esta é segura com uma das mãos, possuindo uma base de quatro pés), e o cabo possui um formato ergonômico. As bengalas são úteis quando o paciente idoso requer um apoio mínimo, ou quando ele percorre apenas um trecho curto, ou quando há pouco espaço dentro de casa e não possibilidade do emprego de um aparelho de maior tamanho.

MULETAS: Estas podem ser indicadas para uso temporário, dificilmente são indicadas por tempo prolongado em pacientes idosos, e sua vantagem é que podem ser usadas em degraus e escadas.
  • Muletas canadenses (com braçadeiras proximais aos punhos): usadas em par (visando evitar uma assimetria postural). Usadas em afecções de ambos os membros inferiores ou quando se deseja aliviar o peso corporal em mais de 20% sobre um membro inferior (podendo chegar a aliviar 100% da carga sobre um membro inferior).
  • Muletas axilares (coxim de apoio no gradio costal): têm características semelhantes às canadenses, com a desvantagem de dificultar a locomoção em escadas e rampas e também a entrada e saída de automóveis. Porém, exigem menor habilidade do usuário. Assim, de modo geral, preferem-se as muletas axilares para condições agudas ou limitadas e usam-se as canadenses em condições crônicas ou permanentes.

OBS: CADEIRA DE RODAS: Os sistemas consistem basicamente do assento, encosto e acessórios individualizados. A prescrição e seleção desses equipamentos envolvem uma avaliação detalhada da postura do usuário, do seu estilo de vida e da condição funcional. Existe um grande número de produtos que permitem montar sistemas individualizados.

Aumentando a estabilidade postural e o equilibrio

A fraqueza dos membros inferiores é mais freqüente em pessoas da terceira idade que já sofreram quedas, em relação com aquelas que não referem quedas; um fator importante parece ser a fraqueza dos músculos responsáveis pela flexão dorsal ao nível do tornozelo. A fraqueza das pernas favorece as quedas, como acontece nas pessoas incapazes de fazer um traslado bem sucedido ou que não conseguem ficar em pé por muito tempo, sem segurar-se em alguma coisa, ao se vestir após usar o banheiro. Esta fraqueza muscular diminui a capacidade para resistir a queda, em seguida vem perturbação do equilíbrio.

Na clínica, há limitação de tempo disponível, deste modo é recomendado que o fisioterapeuta se dedique aos movimentos e as atividades nas quais o paciente deseja adquirir maior estabilidade, aplicando os princípios da especificidade e da sobrecarga que regem a fisiologia do esforço. A intensidade do regime de exercícios deve ser maior que o paciente puder tolerar, no que diz respeito ao número de repetições por sessão e de sessões por dia; em hospitais e instituições.

É necessário que possamos ajudar a pessoa idosa debilitada a melhorar sua capacidade para:

» Ficar em pé sem apoio ou apenas com um mínimo de apoio, progredindo daí para a capacidade de manter-se em pé enquanto abrir cintos e botões, de procurar objetos colocados em prateleiras cada vez mais altas ou pegar objetos do assento de uma cadeira ou do piso. ( O paciente pode tentar chegar a um nível mais alto, mantendo-se em pé com os olhos fechados ou em pé sobre uma espuma de espessura cada vez maior; ele pode inclusive tentar fazer as duas coisas.)

» Opôr-se às perturbações do equilíbrio, dando passos compensadores em resposta a um empurrão leve contra o esterno ou contra a face lateral da pelve.

» Andar firmemente ( sem ajuda de terceiros), na maior distância necessária dentro da própria residência ( insista inclusive na amplitude do passo). Comece o treinamento pela menor distância que o paciente se considera capaz de vencer.

» Virar-se no mesmo ponto, dando número cada vez menor de passos, quatro a seis no máximo.

EQUILÍBRIO
Podemos trabalhar o paciente com atividades de transferência de peso de um lado para o outro, marcha sobre uma esteira de equilíbrio, exercícios de agilidade e manobras com obstáculos. E por fim podemos também progredir com um trabalho de treino do paciente em padrões funcionais e atividades que usem movimentos repetitivos para aumentar a resistência à fadiga. Todos exercícios citados neste trabalho, podem ser adaptados, para o paciente idoso de acordo com suas capacidades e limitações.

RESTABELECENDO A CONFIANÇA
Os programas educacionais e de tratamento devem inspirar sentimentos de auto-eficácia no paciente da terceira idade e restabelecer sua confiança na própria capacidade para dar conta da situação. Mas também é preciso diminuir o receio de queda e o medo de não conseguir levantar-se; desta forma podemos aumentar a segurança durante a marcha e reduzir o risco de queda. Nestes casos a abordagem combinada, psicológica e fisioterapêutica, parece ser particularmente útil no lidar com esses problemas. É importante que o fisioterapeuta escolha uma tarefa que não ultrapasse a competência do cliente, e depois dela ter sido realizada com êxito, o cliente deve ser animado a reconhecer o próprio desempenho e a sua competência afetiva.

Fisioterapia e quedas

O declínio natural do sistema nervoso periférico leva a redução de reflexos baropressóricos e da resposta adrenérgica, o que leva a tendência à síncope mais freqüente. Além disso, a redução da acuidade visual, associada ao declínio do equilíbrio aumenta a chance de quedas por escorregões ou tropeços. As quedas na população geriátrica podem originar agravos substanciais à saúde e é a causa primária de mortes acidentais em pessoas com mais de 65 anos.

O ponto principal encontrado na literatura, é a prevenção de futuras quedas; o segundo é treinar os pacientes sobre como lidar com as quedas; o terceiro é recuperar a segurança e a auto estima do paciente idoso.

Os fisioterapeutas identificam os fatores tanto intrínsecos como extrínsecos que aumentam a possibilidade da ocorrência de uma queda em uma pessoa idosa, também como nas suas conseqüências desde que estes fatores identificados se que sejam acessíveis às medidas de fisioterapia. Uma medida importante é ajudar o indivíduo da terceira idade a recuperar sua autoconfiança no que diz respeito a suas capacidades posturais. É necessário evitar a imobilização desnecessária e suas conseqüências, para diminuir os efeitos de futuras quedas. Deste modo podemos realizar um impacto sobre a autoconfiança.

Para resumir os objetivos fisioterapêuticos nas pessoas da terceira idade que correm o risco de sofrer quedas são:
I. melhorar a capacidade do indivíduo para resistir às ameaças ao seu equilíbrio.
II. aumentar a segurança deste indivíduo em seu ambiente.
III. recuperar a confiança do paciente e das pessoas cuidadoras deste, no que fiz respeito a sua capacidade de se locomover da maneira mais segura e eficaz em seu ambiente.

Sindrome do Imobilismo no Idoso

A Síndrome do Imobilismo é comum em idosos, e consiste no estado em que o indivíduo vivencia limitações físicas do movimento, decorrente de um desequilíbrio entre repouso e atividade física, ou seja, alterações que ocorrem no indivíduo que se encontra acamado há um longo período de tempo. Os efeitos da imobilização são definidos como uma redução na capacidade funcional dos sistemas cardiorespiratório, vascular, endócrino, gastrointestinais, urinário, muscular, esquelético e neurológico. Sendo que estas complicações podem ser aumentadas dependendo dos fatores pré existentes de cada paciente .

O imobilismo, por si só, é uma causa de morbidade no idoso, sendo que completo imobilismo pode levar a perda de 5 a 6% de massa muscular e de força por dia. Essa Síndrome pode ser causada por diversos fatores, como psicológicos (depressão, demência, medo de quedas), sociais (isolamento social, restrição física, falta de estímulo) e físicos (osteoporose, fraqueza muscular, insuficiência venos), ou mesmo quando a pessoa idosa precisa ficar imobilizada, devido uma queda, resultando em uma fratura. O repouso beneficia a região lesada, mas seu prolongamento prejudica o resto do organismo.

É identificada em casos de déficit cognitivo de médio a grave, multiplas contraturas, e também, em critério menor, quando observa-se sinais de sofrimento cutâneo ou ulceras de pressão, disfagia leve a grave, dupla incontinência ou afasia.

Os cuidados com o idoso acamado consistem em:
1 - Estimulação da mobilidade;
2 - Evitar restrição ao leito;
3 - cuidado com o toque (firmeza mas sem machucá-lo);
4 - Diminuir a dor e o desconforto;
5 - Realizar trocas posturais constantes;
6 - Posicionar corretamente com o uso de coxins;
7 - Quando possível, peça ajuda a outra pessoa;
8 - Não alimente o idoso deitado e nem com extensão ou rotação do pescoço;
9 - Caso o idoso esteja esgasgando, sente-o, e evite alimentos mais líquidos. Prefira os pastosos;
10 - Evite a posição em flexão das articulações;
11 - Faça mobilizações articulares constantes;
12 - Trocas constantes de fraldas;
13 - Manter a pele sempre seca e hidratada;
14 - Deixar os lençóis sempre esticados e sem restos alimentares;
15 - Não fazer fricção durante as transferências;
16 - Evitar o cisalhamento;
17 - Hidrate-o sempre.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Risco de Demência é maior em idosos que vivem isolados e inativos

Atenção, neurótico: saia mais de casa! Essas são as últimas constatações obtidas por estudo que investigou se pessoas com certos traços de personalidade são mais susceptíveis do que outras para desenvolver demência. Ao longo dos anos, diversos estudos indicaram que indivíduos propensos a ansiedade e depressão tinham mais probabilidades de desenvolver demência mais tarde na vida. Agora, um novo relatório da Suécia sugere que estilo de vida também desempenha um importante papel. O estudo foi publicado na revista Neurology.

Os cientistas no Instituto de Karolinska, em Estocolmo, acompanharam um grupo de 506 pessoas com idades a partir de 78 anos que não tinham demência no início do estudo. Os sujeitos completaram um questionário sobre sua personalidade e foram entrevistadas sobre seu estilo de vida e, em seguida, foram monitorados durante vários anos. Após seis anos, 144 adultos no grupo haviam desenvolvido demência. Os pesquisadores analisaram os dados acumulados para possíveis associações entre a função cognitiva, neuroticismo e outras características, bem como estilo de vida. Os pesquisadores descobriram que pessoas muito neuróticas eram mais susceptíveis de desenvolver demência ao longo do tempo do que pessoas mais calmas, mais relaxadas e satisfeitas consigo mesmas, mas apenas se aqueles também eram socialmente isolados e inativos. O estudo concluiu que indivíduos com todos esses riscos tinham três vezes mais probabilidades de sofrer demência em comparação aos participantes que não eram neuróticos, mas apenas viviam isoladas ou inativos. Quando os idosos participantes eram fisicamente e mentalmente ativos e participavam de redes sociais, não importava se eles eram muito neuróticos ou não, observaram também os cientistas. Neste grupo, o neuroticismo foi associado com apenas um ligeiro aumento do risco de demência. "Isto é o que indica que um estilo de vida ativo pode amortecer os efeitos do elevado neuroticismo", disse o Dr. Xin Wang-Hui. "É uma coisa boa, uma vez que estilo de vida é algo que pode ser mudado." Entre aqueles que são ativos e tem uma rica rede social, disse, "Não existem diferenças significativas entre as diferentes personalidades. Ela realmente não importa. " As associações entre personalidade, estilo de vida e risco de demência podem ser explicadas pelo estresse psicológico, afirma o Dr. Wang, já que estresse hormonal está associado a danos ao hipocampo, a parte do cérebro envolvida na formação de novas memórias.

Estudos têm demonstrado que quando os animais são colocados sob constante estresse psicológico, seus cérebros sofrem alterações físicas e começam e desenvolver problemas de memória, disse Robert Wilson, um professor de neuropsicologia na Rush University Medical Center em Chicago, que também estudou a relação entre neuroticismo e demência. Dr. Wilson disse que a nova descoberta não é totalmente surpreendente, uma vez que tanto neuroticismo quanto vida inativa tem sido ligados a um risco aumentado de demência. Ele observou que traços de personalidade desempenham um papel muito pequeno em predizer o risco de demência. "A boa notícia é que mesmo se você tiver traços de personalidade ruins, se sua vida está ativa e integrada, você provavelmente está bem", disse ele.

Por Roni Caryn RABIN

Trate 6 desconfortos do dia-a-dia com remédios naturais

Nem sempre é preciso apelar para a farmácia na hora de resolver um problema. Às vezes, a solução é bem mais simples e está bem ali, na fruteira de casa. A eficiência dos remédios naturais é velha conhecida das gerações passadas, mas tem se perdido atualmente em parte, devido à facilidade em encontrar serviços que funcionam 24 horas. Sem dúvida, não é o caso de tentar cuidar da sua saúde sozinha. A opinião de um especialista é fundamental. Mas quando o mal-estar parece simples (como a azia que aparece depois de exagerar no almoço ou uma afta que estoura após umas fatias de abacaxi), as dicas caseiras podem aliviar bastante um inconveniente.

1. Azia
Receita: Comer gengibre
Por que funciona: estudos mostram que o gingerol e shogoal presentes no gengibre são eficazes no controle de náuseas.
Riscos: contra indicado para pessoas com hipersensibilidade ao gengibre ou seus componentes. Dormencia na língua e olhos inchados após comer a raiz são sinais de alergia.

2. Cólica Menstrual
Receita: suco de abacaxi com couve
Por que funciona: a bromelina do abacaxi atua como antiinflamatória e os nutrientes cálcio e magnésio da couve são relaxantes musculares.
Riscos: pessoas hipersensíveis ao abacaxi

3. Insônia
Receita: Suco de maracujá adoçado com mel de laranjeira
Por que funciona: o maracujá é famoso por suas propriedades calmantes, sendo indicado para combater insônia, agitação, irritação e ansiedade. O mel de flor de laranjeira também tem propriedades calmantes.
Riscos: Pessoas diabéticas não podem consumir o mel, assim como menores de 1 ano de idade pelos riscos de botulismo.

4. Intestino preso
Receita: Aumente o consumo de fibras. Inclua a semente de linhaça em sucos ou frutas.
Por que funciona: as fibras aumentam o volume do bolo fecal facilitando sua eliminação.
Riscos: pessoas que aumentam o consumo de fibras também precisam beber mais líquidos, senão há o risco da prisão de ventre piorar.

5. Afta
Receita: Fazer bochechos com água e própolis ou aplicar o spray diretamente sobre a afta
Por que funciona: o própolis tem função analgésica, cicatrizante e antiinflamatória
Riscos: não existem contra indicações ao uso do própolis

6. Tosse
Receita: Mel de eucalipto com gotas de própolis
Por que funciona: o mel ajuda na expectoração e diminui a irritação da garganta. O própolis é antiinflamatório
Riscos: Pessoas diabéticas não podem consumir

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